domingo, março 06, 2005

A Partilha

Hoje fui ver a peça de teatro que estreou há poucos dias no Tivoli - A Partilha.
A peça é de um texto escrito pelo Miguel Falabela que conta o encontro de quatro irmãs no dia da morte da mãe e é sobre a partilha dos bens da mãe, mas também sobre a partilha de sentimentos entre as quatro. A peça é o que se pode chamar de uma comédia dramática.
Este texto já tinha sido levado à cena no Teatro Nacional, há cerca de onze anos. Curiosamente foi a primeira peça de teatro que vi com o meu companheiro.
Na primeira representação, as personagens eram representadas pela Maria Emilia Correia, Helena Isabel, Guida Maria e Julie Sargeant. Na nova versão os papéis são defendidos respectivamente pela Teresa Guilherme, Silvia Rizzo, Rita Salema e Patricia Tavares.
Sinceramente estava muito apreensivo por já conhecer a peça, que adorei - vi três vezes - há onze anos e porque temia que não conseguisse esquecer as actrizes e não visse as personagens. Muita coisa me surpreendeu.
Pela Negativa:
- Não achei tanta piada. (Mas como disse já conhecia o texto);
- Acho que a Rita Salema não se caracteriza. Tem sempre a mesma postura, o mesmo penteado, não sei. Parecem-me todas as personagens dela iguais.
- A Silvia Rizzo também estava fraquinha;
- Não achei que houvésse uma homogeneidade tão grande como achei no primeiro elenco. Haviam ali actrizes, e em especial estas últimas, que não pareciam ter sido feitas para o papel.
Pela Positiva:
- O cenário. Simples. Digamos que, até pobresito, mas imaginativo;
- A escolha dos temas musicais. Muito bons;
- A Patricia Tavares que eu só tinha visto uma vez na peça "A Importancia de ser Ernesto" e que achei que esteve muito bem, muito mais madura e adulta. Um bom papel para ela.
- A Teresa Guilherme, que se estreou como actriz e sobre a qual eu tinha mais receios. Esteve muito bem. Com umas boas e divertidas expressões faciais. Uma personagem que me fez esquecer a Teresa. Esteve muito bem tanto na comédia como na parte mais dramática. As suas expressões e maneira de estar em cena fizeram-me lembrar a Bette Midler, uma actriz que eu adoro.
Só me resta deixar aqui a sugestão para que vão ver esta peça. O texto é formidável. Dá para rir, chorar, pensar na importância das coisas que acontecem na vida de cada um. Mas sobretudo porque saímos do teatro bem dispostos!

Notícia e foto no Jornal de Notícias

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