domingo, dezembro 23, 2007

Eu no DN

Há uns meses foram à minha loja uns reporters do Diário de Notícias para fazer uma reportagem sobre animais exóticos. Foi no Verão e essa reportagem nunca viu a luz do dia. Hoje, estou no alentejo para passar o Natal com a família, comprei o jornal para me entretar um bocado e, qual não é o meu espanto quando, vejo uma foto minha no jornal.
O texto, que transcrevo a seguir, foi um dos que mais gostei dos que escreveram até hoje sobre mim.

Uma tartaruga passeia pela loja de animais, tentando esconder-se dentro de um terrário vazio. "É o Jaime", explica José Santos, enquanto lhe dá metade de uma maçã. O Jaime é uma tartaruga de patas vermelhas e é uma espécie de mascote da loja. Já tem 15 anos e custa 600 euros. "Mas já está muito grande, ninguém a vai comprar", conta José. Os animais são uma paixão antiga. Na infância, em Vila Nova Mil de Fontes, José Santos teve hamsters, peixes, pássaros, cães e gatos. "Cheguei a ter vinte e tal galinhas." Não era tarefa fácil. José vendia os ovos e trabalhava no Verão para poder alimentar e cuidar devidamente de toda a bicharada do quintal. Um dia, uns caçadores deram-lhe um raposa bebé. Cuidou dela durante dois anos. "Aprendi muito com esta raposa. Queria voltar a colocá-la no seu habitat mas isso não era possível porque ela se tornou demasiado mansa." Depois, José cresceu, trabalhou num banco e mudou-se para Lisboa. Mas, ao fim de 13 anos de gravata, acabou por se render ao seu maior prazer. Começou por trabalhar numa empresa de importação e criação de animais e, desde há quatro anos, é um dos dois sócios da Zoo Exótico, loja especializada em animais exóticos.

Ali, vendem-se tarântulas e cobras, camaleões e iguanas, caracóis gigantes, rãs, escorpiões, dragões barbudos, ouriços e chinchilas, entre outros. "Quem compra um réptil tem que ser uma pessoa muito minuciosa e dedicada. Os animais têm que estar em terrários com determinadas condições, de temperatura e ambiente. Isto dá muito trabalho. Ter um réptil é como ter um bonsai", explica José Santos. Além disso, os répteis são animais de contemplação, não para ter no colo ou passear no ombro. Por isso, antes de vender um animal, José trata de informar as pessoas sobre todos os cuidados e problemas que vão enfrentar. "Poucos sabem que uma iguana vai crescer e ficar com mais de um metro. Ou que têm de comprar moscas e grilos para dar os animais." E, às vezes, se desconfia que o comprador não está à altura do desafio, não lhe vende o animal. "Há animais que tenho na loja e de que só eu é que gosto, ninguém os vai comprar. E ficam aqui, eu trato deles." E nem em casa descansa. Ao fim do dia, quando deixa os animais da loja, José ainda vai tratar dos seus bichos de estimação: três cães, três gatos, peixes e rãs. "O trabalho nunca acaba", desabafa. Mas as paixões são assim mesmo.


Pode ser lido o artigo completo aqui.

1 comentário:

Patrícia disse...

Pronto, Draco, oficialmente és uma celebridade! :)
e ainda uma celebridade de Milfontes.... sim, porque eu não sou de lá, mas vivi lá 5 anos. 5 anos fantásticos,entre 91 e 96. Ainda hoje tenho amigos por lá, e muitas saudades.
Para ti e para os teus desejo um Feliz Natal, cheio de paz e risos.
beijinhos