quarta-feira, dezembro 30, 2009

Back again...

Os médicos já deram alta à minha mãe, quatro dias depois de ter sido operada ao cérebro.
Na minha opinião querem ter o menor número de internados possível para terem uma passagem de ano descansados!
Mas isto sou eu que tenho mau feitio.

terça-feira, dezembro 29, 2009

Top 10 Filmes vistos em 2009


O critério é que não há critério.
São simplesmente os filmes que me deram mais prazer ver, pela história, pelos actores, num todo.

1º AVATAR
2º UP
3º STAR TREK
4º ICE AGE 3
5º YOUNG VICTORIA
6º DOUBT
7º TAKING WOODSTOCK
8º XMEN - WOLVERINE
9º JULIE & JULIA
10º THE BOY IN THE STRIPPED PYJAMAS

domingo, dezembro 27, 2009

Uma única vez...

'You only live once, but if you do it right, once is enough'

— Mae West

Top 10 LIVROS 2009


2009 foi um ano que li bastante, mais do que os anos anteriores. Talvez devido ao GOODREADS tenha tido conhecimento de mais livros e o interesse por alguns tenha aumentado as minhas leituras. Talvez a disponibilidade tenha sido maior também.

À semelhança do que fiz o ano passado, esta é a minha lista dos melhores dez livros e ficção que li este ano. Para além destes leio muitos outros livros técnicos, tanto para o meu trabalho como de jardinagem ou outros assuntos que me interessam.


1º O SEGREDO DA CASA DE RIVERTON, de Kate Morton
2º A HISTÓRIA DE EDGAR SAWTELLE, de David Wroblewski
3º O CLUBE DE TRICÔ DE SEXTA À NOITE, de Kate Jacobs
4º DE ALMA E CORAÇÃO, de Maeve Binchy
5º A GUERRA DOS TRONOS, de George R. R. Martin
6º DEFESA E TRAIÇÃO, de Anne Perry
7º AS SUSPEITAS DO SR. WHICKER, e Kate Summerscale
8º A FÚRIA DOS REIS, de George R. R. Martin
9º O QUARTO MÁGICO, de Sarah Addison Allen
10º PICADA MORTAL, de Rex Stout

Natal no Hospital

Desde 18 de Julho que tenho aqui escrito sobre o principal evento deste ano na minha vida. A doença da minha mãe. A sua operação a um tumor no cérebro e tudo o que veio depois... Cheguei a um certa altura em que deixei de escrever aqui sobre o assunto. Estava (estou) cansado e viver a experiência era suficiente. Recordar e relatar aqui o que se ia passando era penoso demais.
Entretanto voltámos ao início.
No dia 23 o meu pai telefonou-me a dizer que não sabia o que fazer. Falava com a minha mãe e ela não lhe respondia. Simplesmente sorria. O que tinha recuperado estava a retroceder de dia para dia. Dia 24 eu e o meu irmão levámo-la para as urgências do hospital onde chegámos às 10 da manhã e a minha mãe foi internada perto das 18 horas. Passei o dia inteiro com ela no hall principal das urgências rodeados de doentes em macas que esperavam por sei lá o quê. Não consigo perceber os funcionamentos das urgências e das pessoas que por lá trabalham. O que aconteceu foi que, por ter perdido os movimentos do lado direito, a minha mãe estava a fazer fisioterapia em Santiago do Cacém. A qualidade da fisioterapia era tão boa que têm uma fisioterapeuta para dez doentes. Ao mesmo tempo. A minha mãe, que não mexe o braço nem a perna direita, foi mandada sair da bicicleta. Sozinha. Caiu. E fez uma hemorragia cerebral. Isto aconteceu há um mês. O coágulo de sangue no cérebro já era grande e estava a precionar o cérebro. No dia 25 foi novamente operada. Correu bem. Hoje está mais lúcida. Raparam-lhe metade da cabeça e fizeram-lhe dois buracos para drenar a área. Hoje fez um novo TAC e parece que a hemorragia estancou. Vão amanhã tirar-lhe um tubo de drenagem que tem a adornar-lhe a cabeça.
Está lúcida, tem os seus momentos mais animados e outros mais depressivos. Fala connosco, ri e chora. Não ficou mais afectada do que já estava da operação anterior. Acho que procura uma razão para isto tudo lhe estar a acontecer.
O Natal é a época que a minha mãe mais gosta e nesta altura sempre esteve atarefada com as suas receitas e a planear as prendas e tudo o resto como uma matriarca deve ser. Desde Julho que dizia 'deus queira que no Natal já esteja boa'... mas não, deus não quis.
E foi assim o meu Natal.

domingo, dezembro 20, 2009

AVATAR - O filme

O filme do ano! Visualmente uma jóia de filme onde se mostra onde a perfeição da imagem digital pode chegar.
A 'coluna vertebral' do argumento não é original: Um mundo perfeito que é explorado pelo homem devido à ganância e à cobiça. Já aconteceu várias vezes na história do nosso planeta mas é uma lição que o ser humano nunca aprende. Este mundo - Pandora - é um espectáculo visual que combina uma floresta tropical húmida com um recife de coral. Os seus habitantes vivem em Paz com o mundo numa combinação perfeita com a natureza, até que aparecem os humanos.
Se esta linha do argumento lhe parece 'batida', tire daí a idéia. O filme é originalíssimo, a história está muito boa e os detalhes imaginados até à perfeição. A juntar a um bom argumento e aos melhores efeitos especiais da história do cinema, estão muito boas representações de Sam Worthington e Sigourney Weaver, entre outros.
Que mais dizer... Vá ver ao cinema. Veja em 3-D para tirar ainda mais partido da tecnologia. Aposto que vai ADORAR....

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Realizações


Há vezes que sinto que a minha vida faz um círculo completo em que tudo se conjuga. Nem sempre para melhor, mas outras vezes chegou à conclusão que a vida dá voltas e sem querer vou parar ao local onde queria.

Se lerem as minhas composições da terceira ou quarta classe, 'O que queres ser quando fores grande?', podem ver que andei fascinado pelos livros dos Cinco e dos Sete, da Enid Blyton e, em vez de querer ser polícia ou detective, não, queria ser escritor. Sempre tive uma grande paixão pela leitura e por livros e sinto que deixar obra escrita e partilhar o que escrevemos é algo que fica para além do nosso tempo. Uma forma de imortalidade. Sempre passei muito tempo a escrever histórias, coisas que não passaram do papel, mas que foram importantes para mim. Ainda tenho uma gaveta cheia de cadernos, folhas dactilografadas e depois impressas naquelas impressoras de papel contínuo. Algumas dessas histórias que ainda recordo, outras que me levam a perguntar 'Eu escrevi isto?'. Não interessa se estão bem ou mal escritas. São só para mim. Muitas levaram meses a passar para o papel. Fazem parte da minha vida e das minhas emoções.

Outra das profissões, já mais tarde, era professor. Professor de ciências ou de línguas. Por vezes penso que fiz bem em não ir por aí porque acho que a classe docente é muito mal tratada em Portugal e ser um bom professor é por vezes impossível e desanimador.

A minha vida tomou outros rumos, deixei a Universidade logo no início, dei explicações, trabalhei numa farmácia e depois treze anos num banco até que entrei no 'mundo dos animais' outro sonho que realizei apesar de os portugueses me deixarem muito desanimado com a forma como vêem um 'animal de estimação'. (este é um tema para outro post)

Entretanto sempre fui muito participativo em associações, fóruns, fiz páginas práticas sobre animais, etc. É o meu modo de ensinar o que sei sobre esses assuntos.

Outro dos meus hobbies foi sempre a jardinagem. No entanto, por falta de espaço, desde que saí de casa dos meus pais que tive sempre uma jardinagem de varanda. Felizmente há três anos comprei um apartamento com terraço e consegui dar largas ao 'bichinho' do jardim que sempre houve em mim. Uma grande paixão - As Orquídeas.

Fiz cursos, assisti a palestras e a exposições, sempre fascinado e sempre a aprender e a ensinar o que sabia. Primeiro em Fóruns, mais uma vez em associações e depois deixei a associação e seguindo o meu rumo. Faço mais e melhor sozinho, já cheguei a essa conclusão.

Através de amizades, a Luso-bonsai, que é pioneira nos Cursos e Worshops sobre bonsais, convidou-me a elaborar um curso básico sobre Orquídeas. Andei uns meses a pensar 'Não consigo, não me vou meter nisto'. Entretanto a idéia foi tomando forma, passei para o papel, esquematisei, tinha muito material, muitas fotos da minha colecção de orquídeas, livros, etc... E assim nasceu o Curso de Orquídeas. Tirei o CAP de formador e avancei. Seguiram-se palestras, apresentações e cursos no Jardim Botânico da Ajuda e no Horto do Campo Grande, enfim... quandei por mim, era 'professor'.


No seguimento das palestras e dos cursos, comecei a escrever, por um acaso, para revista JARDINS onde escrevo já há quase dois anos e agora, num desafio de novo da Luso-bonsai, escrevi um pequeno manual de cuidados e conselhos para cultivar orquídeas, que saiu esta semana. É uma coisa pequenina mas só quem já editou alguma coisa percebe o orgulho que temos quando temos na mão algo editado que foi escrito por nós. Entretanto parece-me agora muito mais possível publicar algo maior. E assim, quando dou por mim sou 'escritor'.

E por isto que comecei a dizer que por vezes parece que a minha vida faz um círculo e algo se conjuga nos céus para as coisas baterem certo. E o mais engraçado é que fico com a sensação de que tudo acontece naturalmente e que, por vezes esforçamo-nos para que uma coisa aconteça e nada dá certo, outras vezes as coisas vão acontecendo...

Enfim, são pequenas realizações que me deixam satisfeito.

O cartão de Natal



Primeiro que tudo há que explicar que é tradição nos EUA e Canadá, os casais ou as famílias tirarem fotografias e escolherem uma para fazerem um postal de Natal personalizado para enviarem a quem mais gostam na quadra natalícia!

Scott Brison, um membro do parlamento canadiano do partido liberal, fez isso mesmo. Tirou uma foto com a sua família e enviou-a como postal de Natal.

Tudo corria bem até que um jornalista do jornal GLOBE publicou a foto. Aí, protegidos pela ausência de identificação, começaram os comentários negativos e homofóbicos. O jornal mostrou-se admirado pela reacção ao postal num Canada supostamente moderno de 2009 e cancelou os comentários no Blog.


Por cá, deu-se mais um passo a favor do casamento Gay. Esta aprovação também não reflecte o avanço do nosso país no liberalismo. Se houvesse um referendo, iríamos assistir a debates bastante feios. Enfim...

quinta-feira, dezembro 10, 2009

A Talentosa Flavia De Luce


Alan Bradley escreveu literatura infantil e esta é a sua primeira obra para adultos. No entanto Flavia De Luce é uma menina de onze anos com olhar inocente e tranças pretas. Mas só o olhar é inocente. É apaixonada por química e venenos que fabrica no seu laboratório na velha casa onde vive com as duas irmãs, o pai e os criados.
Estamos em Inglaterra nos anos 50.
A aparente calma da mansão é perturbada pelo aparecimento de um pássaro morto no degrau da porta, com um selo no bico. Logo a seguir, um cadáver na horta dos pepinos.
São detalhes demasiado macábros para não captarem a atenção da talentosa Flavia que passa a ser a Vingadora de Tranças. Usando meios mais ou menos convencionais, Flavia tenta desvendar este mistério.


É um livro apaixonante, muito bem escrito e com um humor subtil.
As personagens estão muito bem definidas, muito interessantes.
Para além do policial em si, este livro fascina pela personagem principal e tudo o que lhe vai na cabeça.

domingo, dezembro 06, 2009

A Gaiola Portuguesa


Ontem à noite fui ver o mais recente musical encenado pelo Filipe La Féria. Foi divertido, muito colorido e alegre. A sala do Politeama estava - está sempre - cheia. Devo dizer que já vi melhor nas suas habituais produções. Estava à espera de ser surpreendido e não fui mas também já não havia o factor surpresa pois já tinha visto as adaptações desta peça (versão francesa e americana) para o cinema.

Saliento nesta GAIOLA DAS LOUCAS portuguesa a interpretação de José Raposo e o guarda-roupa da responsabilidade do costureiro João Rolo.

Mais sobre esta peça de teatro em http://www.agaioladasloucas.com/

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Progenitores

Acho que a nossa espécie devia ter parado na evolução há alguns milhares de anos atrás, no que diz respeito às relações com os progenitores. Deviamos ser como a maior parte dos animais, que não fica emocionalmente ligado aos pais. Assim que crescemos devíamos abandonar o núcleo familiar e adeus... iamos à nossa vida.
As ligações efectivas que, por mais que não queiramos, temos aos nossos pais, só atrapalham as nossas vidas.

Julie & Julia - o filme




Adorei este filme. Pela primeira vez, uma adaptação ao grande écran, é melhor do que o livro.
A Meryl Streep faz o filme. A sua interpretação está fantástica, cheia de piada.
Mais uma vez, a sorte sorri a Julie Powell que evoluiu de simples secretária a 'escritora' pois conseguiu que, do seu livro mediano, fosse feito um filme com bastante piada e que dignifica, como ela não fez, a Julia Child e a sua importância na cozinha americana.