terça-feira, dezembro 28, 2010

Os Pecados do Lobo


Mais um grande policial desta autora. O inspector Monk e a enfermeira Hester no seu melhor. É a quinta história que leio deles e cada vez gosto mais. Vou, com certeza, procurar os números seguintes.
Se gostam de policiais e se gostam de ler sobre a sociedade inglesa da época vitoriana, com certeza que vão adorar estes livros.

sábado, dezembro 11, 2010

The Social Network


Muito interessante a história da invenção da rede social FACEBOOK. Não se discute que o seu autor é um génio da informática, discutem-se as razões, a origem da idéia inicial, as relações com os amigos, os negócios, os amores, as ambições, os oportunistas... a vida.
Um filme interessante. Bem feito. Com boas interpretações e bem escrito.
Gostei.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

terça-feira, dezembro 07, 2010

Os portugueses ... por Mark Twain

Relato A 8 de Junho de 1867, Mark Twain embarca no USS Quaker City para a Europa. Leia-se um extracto sobre Portugal: "Tivemos uma agradável viagem de dez dias desde Nova Iorque aos Açores (...). A ilha que se avistava era a das Flores. Não parecia muito mais do que um monte de lama despontando da névoa baça do mar. Mas, à medida que nos aproximávamos, veio o Sol, e tornou-a num belo quadro (...). Contornámos dois terços da ilha, a quatro milhas ao largo, e todos os binóculos de ópera a bordo foram requisitados em socorro de discussões sobre se as manchas viçosas dos cumes constituíam renques de árvores ou ervas, ou se as aldeias ao pé do mar eram mesmo aldeias ou apenas montes de lajes de cemitérios. (...) As ilhas pertencem a Portugal, e tudo no Faial apresenta características portuguesas. Um enxame de barqueiros portugueses muito trigueiros, barulhentos, mentirosos, cheios de salamaleques e encolheres de ombros, com argolas de latão nas orelhas e falsidade nos corações, trepou pelas amuradas do navio, e vários de nós os contrataram para ir a terra a troco de um tanto por cabeça. (...) A comunidade é principalmente portuguesa - ou seja, pobre, apática, modorrenta e preguiçosa."

sábado, dezembro 04, 2010

Assim...

‎'Grandes pessoas discutem ideias; pessoas médias discutem eventos; pequenas pessoas discutem com pessoas.'
(Mark Twain)

domingo, novembro 28, 2010

No Tempo Em Que Éramos Adultos


Já há tanto tempo que não lia nada desta escritora - Anne Tyler. É bom revisitar lugares antigos. Na minha biblioteca figuram, já amarelecidos pelo tempo, livros que me marcaram e que ainda hei-de reler: 'Jantar no Restaurante da Saudade', 'À Procura de Caleb', 'Exercícios de Respiração' e 'Navegação Celestial'. Falta-me 'O Turista Acidental' que não li porque vi o filme. Mas ainda o hei-de ler, agora que já passou tanto tempo e as memórias do filme estão turvas.
Este 'No Tempo Em Que Éramos Adultos' é outra preciosidade. Fala sobre as dúvidas das pessoas, sobre as suas escolhas, a família e a vida. Adoro a maneira como a autora descreve os pormenores, como quando estamos a ver um filme e as imagens nos mostram muito mais do que o fio da história. Anne Tyler consegue dar-nos essas imagens.
Um bom livro para ler, calmamente, num Outono ou Inverno frio, junto a uma lareira crepitante.

Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 1


Não desilude e é fiel ao livro. É no entanto o filme mais negro e mais triste. Já o livro foi o mais difícil de ler e este filme é também o mais parado e negativo. É o filme em que se procuram as pistas para o grande final (a parte 2) a acontecer em 2011. De resto co...ntinuam os bons efeitos especiais e cenários fantásticos. Ficamos a aguardar o final.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Grande concerto ontem à noite! Boas canções, muito boa voz, ele é muito divertido e simpático, o público esteve fantástico! Senti quase que não estavamos numa sala enorme com vários milhares de pessoas mas sim numa pequena sala intimista!
Muito bom!!

sábado, outubro 30, 2010

Uma Família Moderna


No original italiano (Mine Vaganti)
Um grande filme. Adorei. Muito bem filmado. Uma banda sonora fantástica. Uma história emotiva, adulta e divertida.
Muito bons actores. Um filme sério e emotivo sobre as escolhas que se fazem na vida e as suas consequências. É impossível que não nos relacionemos com as histó...rias contadas. A mim, tocou-me bastante.

domingo, outubro 24, 2010

Um Eléctrico Chamado Desejo


Assisti na Sexta-Feira passada a esta fabulosa peça que está em cena no Teatro Nacional. Diogo Infante (o encenador) tem razão quando diz que o papel de Blanche Dubois é um papel perfeito para a Alexandra Lencastre. Ela está fabulosa. Mas não só ela, o resto do elenco está perfeito de onde saliento o Albano Jerónimo e a Lúcia Moniz que se entregam de corpo e alma aos seus personagens. É bom saber que à medida que os grandes actores vão desaparecendo, uma nova geração de 'monstros' do palco se vão formando.
Um texto forte e triste de Tennessee Williams magnificamente encenado, num cenário muito bom, com um elenco fabuloso. Há muito tempo que não assistia a uma peça tão boa e que, pela primeira vez na minha vida, me fez esquecer que estava numa sala de teatro, tal foi a intensidade do espectáculo. Se conseguirem bilhetes vão ver. Não se vão arrepender.

sexta-feira, setembro 17, 2010

A Dança das Borboletas


De Poppy Adams
Este livro não leva as 5 estrelas porque ficam duas ou três questões por explicar e que, na minha opinião, deveriam ter sido explicadas. Tornaria a história ainda mais cativante.
No entanto é um livro muito bom, esta primeira obra da escritora Poppy Adams. Ficarei atento aos seus próximos livros. Uma história muito boa, contada na primeira pessoa. Muito bem escrita. Parece que, de facto, estamos 'na cabeça' da personagem. Compreendemos as suas acções.
O pequeno grupo de personagens está ricamente condimentado pois são personagens excentricas. E depois temos as borboletas, ou melhor, as traças, que fazem parte do livro como qualquer uma das personagens. Um mundo diferente. Apaixonante. Muito boa leitura.

sábado, setembro 04, 2010

O Verão Selvagem dos teus Olhos

De Ana Teresa Pereira

Uma escrita difícil. A narrativa é pouco descritiva e pode tornar-se aborrecida. Depois de nos habituarmos torna-se mais fácil a compreensão. A história é interessante mas deprimente e peculiar.
É uma daquelas histórias em que nos apetece intervir, em que parece que a...s personagens não são felizes devido a bloqueios sociais ou de circunstância.
Gostei dos ambientes: A casa, os jardins, o apartamento de Londres.
A história tinha muito mais para dar numa escrita diferente.

Jardim de Alfazema


De Jude Deveraux

Jude Deveraux é uma autora norte-americana popular pelos seus inúmeros romances e com uma legião de fãs. No entanto, na minha opinião, a sua escrita deixa muito a desejar.
A idéia para a história até era boa, mas a autora não a sabe contar de maneira a torna-la interessante para o leitor. Para além disso, é uma história inverosímel no aspecto da relação entre alguns personagens. Parece que a autora foi tendo idéias e depois, difícilmente as consegue 'encaixar' na história de modo a tornar tudo credível.
Como romance, falta-lhe paixão.
No entanto nem tudo é mau, algumas personagens, especialmente as cómicas, estão engraçadas e alguns diáligos muito espirituosos.
O final merecia ser mais elaborado. Muitas personagens ficam 'penduradas' na narrativa.
No entanto é uma leitura fácil e que entretém.

terça-feira, agosto 31, 2010

The Sorcerer's Aprentice (O Aprendiz do Feiticeiro)


Este filme é uma anedota. O actor principal tem todos os trejeitos de um cómico a fazer stand up e não está nada bem no filme. Torna-o ridículo. Quer ter umas nuances como se fosse um jovem Tom Hanks em BIG mas não chega lá perto.
O filme estaria engraçado se fosse tomado a sério pelos se...us intervenientes. A rapariga está bem. Os vilões estão bem. Até o Nicholas Cage, por quem eu não morro de amores, está razoável. Mas não chega.
O conceito da história está imaginativo, os efeitos especiais estão muito bons, mas o filme é aborrecido e o personagem é enfadonho.
Não gostei. Esperem por sair em DVD ou vejam quando der na televisão.

segunda-feira, agosto 30, 2010

Letters to Juliet


Ai o romance!!!
Pois este filme é um bocadinho romântico demais para meu gosto. A história é engraçada, as paisagens são bonitas, tudo é filmado com filtros 'dourados' para combinar com os cabelos loiros dos protagonistas. Enfim... tudo demasiado perfeito para uma pessoa prática como eu.
É um bom filme para ver nesta estação de veraneio, com os vossos 'mais-que-tudo'.´Não deixa de ser divertido.
A rapariguinha é irritante desde que andava a cantar 'Mamma Mia' e aqui continua. Nada a fazer. Está catalogada como actriz irritante nos meus arquivos. Mas temos ainda a Vanessa Redgrave, o Franco Nero, o Cris Egan e o Gael Garcia Bernal.
A ver, numa noite de Verão!

sexta-feira, agosto 27, 2010

A BRUXA DE OZ

De Gregory Maguire.

Confesso que não li nem me lembro muito da adaptação cinematográfica do FEITICEIRO DE OZ por isso a informação que tinha sobre a história do filme era muito pouca.

Este livro conta a vida e explica os porquês da Bruxa Má do Oeste.
Gostei do livro, achei curioso em algumas partes e um pouco absurdo em algumas passagens. No entanto o autor, ao querer dar vida a um personagem que não era dele estava limitado a certos eventos que tinha que respeitar.
O livro está dividido em três partes: Uma onde relata o nascimento, infância e vida familiar da Bruxa de pele verde. Outra nos anos passados num colégio interno e onde conhecemos colegas da Bruxa que vamos depois encontrar mais à frente depois na vida adulta. E a terceira parte, que mostra os ideais da Bruxa e o que se passou até ela conhecer a Dorothy, o que acontece nas últimas páginas do livro.

Fiquei curioso em ler as continuações desta história: O HERDEIRO DE OZ e depois O LEÃO DE OZ.

sexta-feira, agosto 20, 2010

THE LAST AIRBENDER

Não percebi o que é que o realizador M. Night Shyamalan viu neste projecto. Talvez uma estratégia para a passagem para os filmes mais comerciais. É verdade que os seus últimos filmes não fizeram grande dinheiro. Um aviso para os fãs, este filme não tem nada a ver com a restante filmografia do realizador.
Quanto ao filme, está bom. Uma boa história que é uma adaptação de uns desenhos animados que eu não conhecia. É uma mistura de Narnia e Harry Potter com os Heróis de Shaolim. Tem boas prestações dos actores e efeitos visuais muito bons.
É um bom filme para ir ver nas férias.
O final fica pendurado para uma (ou duas) sequelas se o filme fizer dinheiro suficiente que o justifique.

terça-feira, agosto 17, 2010

TOY STORY 3


O mais emotivo e o melhor filme da trilogia TOY STORY.
Muito bem escrito, os bonecos têm a qualidade excelente de sempre, os detalhes são saborosos!
O que este filme tem a mais do que os dois anteriores?
Emoção. O rapaz vai para a universidade e os brinquedos de criança vão... pois é. Se fossem apenas brinquedos não haveria problema, mas estes são emotivos e sentem-se abandonados.
Como lido com animais não pude deixar de fazer algumas comparações com o que vemos por aí sobre o abandono de animais e o facto de estes bonecos poderem emitir as suas preocupações deixou-me algumas vezes com um nó na garganta e com lágrimas nos olhos.
É assim, a vida continua. O importante é saber fazer as melhores opções!!
Vi em 3D e na versão portuguesa e esteve muito bem.
Um filme excelente para estes dias de Verão e uma lição para toda a vida!

quinta-feira, agosto 05, 2010

A Mecânica do Coração


Li este livro porque foi o livro escolhido pelo Clube de Leitores para o mês de Agosto. E quando lemos livros aconselhados por outros, vamos já com alguma espectativa. Neste, tinham-me dito que era tipo conto de Tim Burton. Pronto, pensei... qualquer coisa surreal. Não me enganei muito.
Gostei do livro mas não é uma obra que tenha tocado o meu coração. É como quem ouve um conto e que já sabe que tudo pode acontecer.
Também não gostei das analogias ao Charles Bronson ou à volta a França em bicicleta e aos helicopteros quando supostamente a personagem nasce em 1874 e toda a história se desenrola nos anos seguintes. Falta de rigor? Liberdade literária? Não sei. Só digo que estraga um bocadinho o ambiente negro e gótico que o autor pretende criar.
Fora isso a história está bem escrita e as personagens são deliciosas. Ainda me conseguiu arrancar algumas gargalhadas, especialmente pelo nome do hamster.
Também para mim o final ficou aquém das espectativas. Depois de um amor tão grande não era aquele o final que eu teria escolhido para as personagens principais. Não teriam que ficar juntos, mas haveriam, na minha opinião, melhores opções.
E assim dou 3 estrelas a este livro. Está engraçado. Não está fantástico. Mas foi uma boa leitura e recomendo a todos que leiam este livro, nem que seja pelas personagens e pelos lugares que, esses sim, são fantásticos!!

quinta-feira, julho 29, 2010

Sempre Vivemos no Castelo, de Shirly Jackson


Uma história estranha mas muito bem escrita. É como se fosse um conto grande. Gostava no entanto que me surpreendesse mais. Fica sempre morno. Sem atingir nunca a fervura que esperava.
É a história de duas irmãs que vivem com o tio meio louco numa casa grande no campo. Um mundo à ...parte. São os sobreviventes do envenenamento dos restantes membros da família. As pessoas moldam-se a adaptam-se e tudo permanecia num caos controlado até à chegada de um primo, alguém de fora. Todas as rotinas vão ser alteradas... ou talvez não.
A Time Magazine considerou este livro um dos 10 melhores romances da Literatura norte-americana.

terça-feira, julho 27, 2010

Scissor Sisters - Fire With Fire

A banda sonora do momento...

Inception


Ora aqui está um filme EXCELENTE. Uma história que nos deixa a pensar. Muito bem imaginada e com uns efeitos visuais fabulosos. Um bom elenco, apesar de eu não morrer de amores pelo Leonardo Dicaprio, uma realização muito boa, montagem. Enfim, tudo muito bom. Agora o que é mesmo excelente é a história. Quem imaginou aquilo tudo deve ter um cérebro fantástico. A concepção do argumento também deve ter sido trabalhosa.
Não é um filme fácil mas é um verdadeiro desafio.
Para ver no Cinema, num bom écran, com um bom som e sem interrupções.
Filme obrigatório.

segunda-feira, julho 19, 2010

O Escritor Fantasma


Gostei bastante deste filme. Nem tanto pela história, que apesar de boa, não é uma história surpreendente. Mas mais pelas personagens e pelos ambientes. Passada no Inverno, numa ilha em Cape Cod, nos Estados Unidos, numa casa ultramoderna, pertencente a um politico inglês. A história resume-se à escrita da autobiografia desse politico (Pierce Brosnan) e o escritor aparece morto. Um novo escritor é contratado (Ewan McGregor) que começa a descobrir várias mentiras na autobiografia do politico assim como começa a suspeitar que a morte do primeiro escritor possa não ter sido acidental e decide investigar... e tudo parte daí. Um bom thriller politico, bem realizado por Roman Polanski e com um bom grupo de actores. São duas horas bem passadas na sala de cinema.

domingo, julho 11, 2010

Saudades de Setembro

O dia de hoje pareceu-me um dia de fim de Verão.
Daqueles dias bons de Setembro!!

sábado, julho 10, 2010

Enid


Em DVD - Enid, a vida da escritora Enid Blyton, autora de mais de 700 livros para crianças e criadora de personagens tão conhecidas como OS FAMOSOS CINCO, NODDY e tantos outros.

A senhora não era, de facto, perfeita como ser humano.

Muito traumatizada pelo abandono do pai, essa faceta ditou uma grande parte da personalidade da escri...tora e também nos seus livros que mostravam, salvo raras excepções, pais non existentes ou ausentes. A escrita foi também um refúgio da própria vida que não foi muito feliz e deu-lhe uma falsa maternidade para com os seus jovens leitores que eram para ela muito mais importante do que a sua própria família. Considero-a principalmente muito solitária. Solidão essa que é causada pela própria quando se afasta e se fecha no seu mundo.
Isso, juntamente com o facto de ter sido forçada a ser independente, torna-a uma adulta mimada, egoista e talvez neurótica.

O facto da personagem ser representada pela actriz Helena Bonham Carter, que tem no seu reportório um vasto leque de personagens lunáticas, torna-a também uma personagem estranha. No final mesmo, muito estranha, até porque a Enid Blyton morreu demente.

Gostei do filme apesar de não ter ADORADO o filme. Acho que deu demasiada importância à faceta má da personagem e esqueceu-se um pouco dos livros. Eu gostaria de ter visto mais do seu processo criativo e de como apareceram as diversas colecções. Acho que o filme ganharia com isso porque quem vê o filme são os seus fãs, que adoram os seus livros e que, apesar de terem interesse na pessoa tem o particular interesse nos livros e nas personagens e lugares dos livros. Essa parte foi pouco abordada.

De resto é o retrato de uma pessoa perturbada e só. Perturbação essa que a tornou genial no que escreveu e originou o legado existente hoje em dia e com a importância que continua a ter.

É sempre decepcionante ver que a vida de alguém famoso ou é completamente diferente ou que não tem a magia que lhe imaginamos. No entanto é bastante interessante conhecer essa vida se conseguirmos separar a pessoa e o seu trabalho.

Este filme não mudou em nada a visão que tenho sobre os livros que são, também, o meu mundo de fantasia.Ver mais

quarta-feira, junho 30, 2010

Matthew Macfadyen - Enid -Trailer

Trailer de um telefilme da BBC sobre a vida da escritora Enid Blyton, protagonizada pela actriz Helena Bonham Carter. O telefilme mostra a vida um pouco controversa da escritora que foi imortalizada pelos seus livros infantis.

A escritora criou OS CINCO, OS SETE, O NODDY e tantas outras personagens que vivem na imaginação de várias gerações.

Vou mandar vir o filme e depois comento.

segunda-feira, junho 28, 2010

The Time Traveler's Wife


Um dos melhores filmes que vi este ano. Muito boa história, muito bem contada. Bons actores. Muito bom filme. Inteligente e emocionante.
Infelizmente ainda não li o livro mas gostei tanto do filme que vou procura-lo. Geralmente leio primeiro os livros e só depois vejo a versão cinematográfica mas neste vou deixar passar um tempo e depois ainda o vou ler. Estou curioso para ver como são apresentadas, em termos de escrita, as viagens do personagem principal.
Vão ver! 5 Estrelas!

terça-feira, junho 22, 2010

Prince of Persia


Já há tanto tempo que não ia ao cinema... Temos umas vidas tão ocupadas que por vezes até nos esquecemos do prazer que é enfiarmo-nos numa sala escura e viajarmos para o mundo da imaginação.

E é o que este filme nos faz. Transporta-nos para o mundo das histórias de fantasia, com principes e princesas, com segredos escondidos, batalhas intermináveis e vilões do pior que há... É um filme que até está engraçado. Não é uma obra de arte. É um filme de aventuras. De puro entertenimento. Mas a história está engraçada, bem contada. Prende-nos.

A princesa é feínha, podiam ter arranjado muito melhor. O príncipe... ai o sorriso do príncipe!!!

Vão ver. É um bom filme para uma despreocupada noite de Verão.

sexta-feira, junho 18, 2010

O Décimo Terceiro Conto


Muito bom. Uma história cheia de intriga e personagens misteriosas num ambiente propício de uma mansão inglesa no condado de Yorkshire.
Alguém que procura saber quem é e alguém que vai contar, pela primeira vez, a verdade.
A história de uma criança-fantasma e um livro de treze contos que só tinha doze...
O conto que faltava contar.
Muito bem escrito. Difícil de deixar de ler.

Morreu José Saramago


Faleceu hoje o maior escritor português contemporâneo.
Quero aqui deixar a minha breve homenagem. Não era um admirador da sua escrita, só li o livro 'MEMORIAL DO CONVENTO', mas gostava das suas idéias e admirava-o pela sua frontalidade.
É um autor polémico pois não seguia em 'rebanhos' e não deixava nunca de dizer o que pensava.
A pessoa que foi será sempre recordada. As suas idéias e a sua obra são imortais.

sábado, junho 05, 2010

Cupcakes???


Já há algum tempo que andava para escrever sobre os Cupcakes que me irrtam solenemente! Hoje vi que, graças a deus, não sou o único.

A mim, também nunca me seduziram. Em NY deliciei-me com os Dunkin' Donuts. Não prestei atenção aos Cupcakes.

No entanto os Cupcakes são uma boa aposta para o publico português. Não presta para nada, mas tem muito bom aspecto e é moda!
Para um povo que está cada vez mais superficial, é o que interessa.

Na Feira do livro havia uma barraquinha de bolinhos cheios de corantes e entre eles os famosos Cupcakes. Num passeio com uma amiga, lá decidimos experimentar.
Confirmou-se. É um barrete pegado. Um queque seco, que me pareceu daqueles de pacote, com um bocadinho de natas ou creme sabe-se lá do quê colorido e umas bolinhas ou estrelinhas para enfeitar. E são 2,50 Euros!

Toma lá e embrulha!!
Quem se lembrou de ir em modas quando temos uma pastelaria tão vasta e saborosa??

Somos uns tristes!!

quarta-feira, junho 02, 2010

Tobias Lolness


Ora aqui está um livro mais vocacionado para um público infanto-juvenil que conta uma história original, imaginativa, ecológica, familiar, com aventuras, curiosa, cómica, com momentos inesperados, emocionante e muito muito bem contada.
Aconselho a que os pais o leiam aos filhos ao deitar, aos filhos que leiam e depois emprestem o livro aos pais ou a outros familiares.
Um livro que infelizmente não foi muito publicitado mas que é, a meu ver, um livro a ler...

Kylie Minogue - All The Lovers

terça-feira, maio 25, 2010

O Símbolo Perdido


Mais um livro de Dan Brown. E quando se começa um texto com 'mais um...' quer dizer que este não vem acrescentar nada ao que o autor escreveu anteriormente.
É o terceiro livro protagonizado pelo professor Robert Langdon e, na minha opinião, fica também em terceiro lugar no interesse que me despertou.
A história não se repete mas a fórmula repete-se. Deixa pouco a adivinhar e é mais violento. O que não me agrada.
Desta vez passa-se no Capitólio, nos EUA e tudo anda à volta de um segredo da Maçonaria. Lê-se bem, mas tem mais partes paradas e menos interessantes.
Salva-se por alguns temas da história e dos conhecimentos que são revelados sobre a Maçonaria e outras curiosidades sobre o Capitólio e a história dos EUA que, a ser verdade, são bastante interessantes. De resto, é mais do mesmo.

quinta-feira, maio 13, 2010

Apenas nos iludimos


"Apenas nos iludimos, pensando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Nao perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

Miguel Sousa Tavares

terça-feira, maio 11, 2010

O Papa...


- Podia viver sem o Papa?

- Poder podia... e não era a mesma coisa!

... Era MUITO MELHOR!!!

sábado, maio 08, 2010

sábado, maio 01, 2010

Sou GAY mas quero cuidar-me

Deolinda "Um Contra O Outro"

Os DEOLINDA têm um novo CD e receberam o prémio de Revelação pela revista britânica SONGLINES.

São mesmo uma lufada de ar fresco no panorama artistico do nosso país!!

O novo video.

quinta-feira, abril 15, 2010

A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata


Um livro de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows.

Há muito tempo que eu não lia um livro que me désse tanto prazer. É um livro sobre pessoas, as suas relações, os seus livros e a amizade. As personagens são muito curiosas, muito bem descritas e muito divertidas.
É um livro que emociona, que diverte e que nos leva também a pensar.
A história decorre no ano 1945, após o fim da segunda guerra mundial, numa Inglaterra que quer, a todo o custo, voltar à normalidade.
Uma escritora procura um tema para o seu próximo livro e recebe uma carta de um habitante de Guernsey que vai mudar toda a sua vida.
Guernsey é uma pequena ilha inglesa que fica entre a Inglaterra e a França e que foi o único território inglês ocupado pelos nazis na 2ª guerra mundial.
Este livro é constituído pelas cartas trocadas entre a escritora e alguns habitantes da ilha, o seu editor e a sua amiga, que vive na Escócia. Essas cartas revelam-nos um humor especial, a vivência do povo de Guernsey e as diversas relações entre pessoas e que são tanto características e antigas como o próprio ser humano.
E este livro dava um filme fantástico e convido a todos a pegarem nele e não se deixarem dissuadir pelo nome ridículo, mas com uma razão de ser e que é explicada no livro.

terça-feira, abril 13, 2010

How to train your Dragon


Muito divertido! Desenhos muito bem feitos. Uma história bem contada e com uma moral que considero importante.
Para além da história, das personagens bem construídas e divertidas, temos a importãncia de ser diferente, de permanecer fiel às convicções de cada um. As relações entre pais e filhos. E sobretudo o respeito pela natureza e pelos animais.
Gostei bastante.
Vi em 3D e é um filme que se presta para uma visão 3D, especialmente quando estão a voar nos Dragões. Um bom filme para todas as idades.

quinta-feira, abril 08, 2010

The Blind Side


É um filme com uma boa história como tantas histórias pessoais que os filmes americanos nos têm mostrado. Esta prima pelo facto de ter sido uma história real. É confortante saber que existe gente boa assim. Sem preconceitos e disposta a ajudar.
A interpretação da Sandra Bullock, premiada com um Oscar para a melhor actriz, está muito boa, mas a verdadeira ganhadora é a personagem por ela interpretada.
É um bom filme para deixar para ver em DVD ou quando passar na televisão, quando não houver mais nada que fazer...

quarta-feira, abril 07, 2010

A Biblioteca da Piscina de Alan Hollinghurst


Terminei finalmente este livro. Uma história de temática Gay. Forte. Adulto. Chocante.
Foi difícil de ler porque não era o livro que me estava a apetecer ler neste momento. Entretanto li outro pelo meio e arranjei coragem para terminar este.
A escrita não é das mais fáceis. Muito descritiva.
No entanto terminei com uma boa impressão, tanto pela escrita como pela história. Não é uma história positiva, é desencantada.
Desencantada com a vida e com as relações. O ambiente aristocrático e de alta sociedade é semelhante ao do outro romance do premiado autor, A LINHA DA BELEZA.

quinta-feira, abril 01, 2010

É complicado...


É um filme engraçado. Não pretende nada mais do que divertir e talvez reflectir um pouco. Cenários perfeitos para vidas que podiam ser perfeitas se não fossem os clichés da as relações amorosas. Casamentos, traições, divórcios, etc.

Três bons actores fazem o filme. A Meryl Streep sempre fantástica, o Alec Baldwin divertido e o Steve Martin com um personagem triste e desiludido com a vida, muito adulto e que contrasta com o casal Meryl Streep / Alec Baldwin. Nos secundários gostei de ver também o John Krasinki, que não conhecia. Um actor com algo mais do que o normal.

Será um bom filme para rever no Natal.

segunda-feira, março 15, 2010

Alice


Um conto de fadas. Não o original escrito por Lewis Carroll mas um conto reinventado, com as personagens do conto original. Um regresso ao 'país das maravilhas'.
Está fabuloso. Visualmente muito bem feito. As personagens muito bem caracterizadas. De certo um prazer para os actores. É verdade que o que vemos é 80% feito pelo computador. Mas está muito bom.
Quanto à história... bem, é uma história de fadas e só quem tem a juventude para acreditar nelas pode gostar.

quinta-feira, março 04, 2010

O Jardim dos Segredos (The Forgotten Garden)

Estamos perante uma pessoa que sabe contar uma história. Depois de 'O Segredo da Casa de Riverton' (The Shifting Fog), este 'O Jardim dos Segredos' (Forgotten Garden) não desilude, pelo contrário, entusiasma-nos e cativa-nos até à última página.
Apesar de nenhum dos títulos originais dos romances de Kate Morton incluir a palavra SEGREDO, os tradutores optam por modificar o título insistindo nessa palavra. Apesar de preferir uma tradução mais fidedigna dos títulos, concordo que as histórias desta autora são construídas em torno de um ou de vários segredos.

É o que acontece neste romance. Uma teia intrincada de situações misteriosas deixam-nos completamente agarrados ao livro, com vontade de ler mais e mais, até chegarmos à última página.
Um dos factos que, para mim, marcam um bom livro, é quando chego a meio e dou por mim a querer chegar rapidamente ao fim mas ao mesmo tempo a tentar ler devagar de modo a saborear a história por mais tempo.

A história é passada em três épocas distintas e vivida por três personagens femininas ligadas por laços familiares. Enquanto vamos lendo o que vai acontecendo com as três personagens vamos desvendando a história peculiar de uma criança de quatro anos que aparece no porto de Maryborough, na Austrália, viajando sozinha num navio proveniente de Inglaterra e sem memória de quem é ou da razão que a coloca naquela situação.

Uma das poucas pistas iniciais encontra-se numa pequena mala de viagem: Um livro de histórias para crianças.

Um ponto de partida cheio de mistério que se torna cada vez mais denso e interessante ao longo de todo o romance. Personagens e locais muito ricos. Ambientes misteriosos de uma Inglaterra no início do séc. XX. Uma mansão na Cornualha, uma casa abandonada numa falésia. Um Jardim secreto...

Terminei hoje este JARDIM DOS SEGREDOS e já anseio pelo próximo romance da autora que será editado no final do ano.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

A Single Man


Ontem, o Colin Firth ganhou o prémio Bafta de melhor actor pela sua interpretação neste filme. Não sei se será a melhor do ano, mas é uma interpretação fabulosa.
Gostava que ele ganhasse também o Oscar.
Adorei o filme. Muito intimista. Muito bem filmado - Tom Ford estreia-se com cinco estrelas - A época está muito bem representada. Nota-se que é um filme feito com carinho e dedicação. Como uma obra de arte deve ser feita, com a minúncia de quem pinta um quadro. Não é, de todo, um filme para as massas.
Gostei também muito da interpretação de Julianne Moore.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Rosa Lobato Faria

Também eu não escrevi nada aqui sobre a morte de Rosa Lobato Faria, uma figura pública que em muito marcou a minha geração a nível cultural. Considero que, apesar de ser sempre triste, teve uma boa vida, bem vivida e cheia de bons momentos.

Li este texto em jeito de autobiografia da Rosa Lobato Faria, do Jornal de Letras, no blog do Pinguim e decidi escrevê-lo aqui. É inspirador e vai-me fazer bem tê-lo à mão para reler quando me apetecer.

"Quando eu era pequena havia um mistério chamado Infância. Nunca tínhamos ouvido falar de coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. Vivíamos num mundo mágico de princesas imaginárias, príncipes encantados e animais que falavam. A pior pessoa que conhecíamos era a Bruxa da Branca de Neve. Fazíamos hospitais para as formigas onde as camas eram folhinhas de oliveira e não comíamos à mesa com os adultos. Isto poupava-nos a conversas enfadonhas e incompreensíveis, a milhas do nosso mundo tão outro, e deixava-nos livres para projectos essenciais, como ir ver oscilar os agriões nos regatos e fazer colares e brincos de cerejas. Baptizávamos as árvores, passeávamos de burro, fabricávamos grinaldas de flores do campo. Fazíamos quadras ao desafio, inventávamos palavras e entoávamos melodias nunca aprendidas.

Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom.
Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores.

E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angustia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem).

Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal.

Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora.

Eram aulas gloriosas, em que a espuma do mar entrava pela janela, a música da poesia medieval ressoava nas paredes cheias de sol, ay eu coitada, como vivo em gran cuidado, e ay flores, se sabedes novas, vai-las lavar alva, e o rio corria entre as carteiras e nele molhávamos os pés e as almas.

Além de tudo isto, que sorte, ainda havia tremas e acentos graves.
Mas também tínhamos a célebre aula de Economia Doméstica de onde saíamos com a sensação de que a mulher era uma merdinha frágil, sem vontade própria, sempre a obedecer ao marido, fraca de espírito que não de corpo, pois, tendo passado o dia inteiro a esfregar o chão com palha de aço, a espalhar cera, a puxar-lhe o lustro, mal ouvia a chave na porta havia de apresentar-se ao macho milagrosamente fresca, vestida de Doris Day, a mesa posta, o jantarinho rescendente, e nem uma unha partida, nem um cabelo desalinhado, lá-lá-lá, chegaste, meu amor, que felicidade! (A professora era uma solteirona, mais sonhadora do que nós, que sabia todas as receitas do mundo para tirar todas as nódoas do mundo e os melhores truques para arear os tachos de cobre que ninguém tinha na vida real).

Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me, ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.

Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.

Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).

Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens. Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça, idade ou religião. É um progresso enorme.

Se isto fosse uma autobiografia teria que dizer que, perto dos 30, comecei a dizer poesia na televisão e pelos 40 e tais pus-me a fazer umas maluqueiras em novelas, séries, etc. Também escrevi algumas destas coisas e daqui senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.

Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber o que é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.

Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo.
Encontramo-nos no meu próximo romance. "

O Regresso

SADE - Soldier of Love

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Percy Jackson and the Lightning Thief


E se o Harry Potter fosse um semi-deus grego?
Foi talvez o que se perguntaram os autores do universo « Percy Jackson and the Olympians ».
Como filme, está divertido, é um filme de aventuras e talvez uma maneira do público mais jovem se aperceber que 'existiram' deuses gregos na mitologia. Aqui vamos conhecer alguns com as suas qualidades e defeitos, muito humanizados.
Percy Jackson é um semi-deus. Filho de um deus grego e uma humana e para além de serem crianças traumatizadas pela ausência dos pais (os deuses), Percy ainda se vê em trabalhos porque é acusado de ter roubado o Raio de Zeus... e aí as aventuras começam, até porque o rapaz não sabe que é filho de um deus grego, nem sabe o que isso é.
Onde é que eu já vi isto?
Porque é que este filme ou esta história não tem o sucesso de um Harry Potter?
Por isso mesmo. Toda a história lembra o Harry Potter num outro universo. Falta-lhe a originalidade, falta-lhe o ambiente gótico-medieval, falta-lhe a magia, e não estou a falar da que fazem os mágicos...
Atrevo-me a dizer que o Harry Potter está para Inglaterra como o Percy Jackson está para os Estados Unidos.
Não me encantou.

sábado, fevereiro 13, 2010

Feliz Dia dos Namorados!

.
"True love does not come
by finding the perfect person,
but by learning to see an
imperfect person perfectly."
Jason Jordan

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Where the wild things are


Não é um filme para crianças. É um filme sobre uma criança que vive revoltada pelo divórcio dos pais e se refugia num lugar onde as coisas selvagens estão.
E as coisas selvagens também têm problemas e alguns muito parecidos com os problemas de Max, o rapaz.
Não é um filme espectacular mas eu gostei. A história podia ser melhor. Os bonecos estão fantásticos. Muito bem feitos. Muito ricos. É a melhor parte do filme.


domingo, janeiro 24, 2010

A CIDADE


Fomos ontem ver a peça de teatro A CIDADE no Teatro Municipal de S.Luis. Uma peça que prometia. Um texto clássico, um encenador conhecido e um naipe de actores que era difícil de desagradar.
Pois bem. Há muito tempo que não via uma peça assim tão má. Tão triste e sem piada.
Leva-me a pensar como é que um grupo de actores como aquele se deixou 'enrredar' por um projecto assim tão fraco a rondar o mau gosto em alguns pontos. Como é que nenhum dos actores, que considero inteligentes, deu um passo à frente e teve a coragem de dizer 'olhem, éste texto é uma merda, isto é ridículo, não tem piada nenhuma!'.
Enfim, ninguém teve essa coragem e as pessoas são atraídas pelo elenco de luxo.
Mas uma peça daquelas não deixa ninguém brilhar!!

terça-feira, janeiro 12, 2010

O Inspector Geral


Apesar de já estar cá em Lisboa há quase 15 anos, nunca tinha ido à BARRACA ver uma peça de teatro.
Aconteceu no Sábado passado.
Também não sabia nada sobre a peça, mas a convite de uns amigos com quem costumo ir a eventos culturais, lá fomos ver a peça 'O INSPECTOR GERAL', de Nikolai Gogol, de quem não sei nada, encenada pela Maria do Céu Guerra, que também faz parte do elenco, ao lado de João d'Ávila, os únicos dois actores que conhecia.
Gostei bastante. O texto é muito bom, acho que tem cerca de 200 anos mas é uma sátira actualissíma. Os maus valores persistem ao longo dos tempos. É uma peça divertida. Feita com poucos meios mas com um cenário imaginativo e bons actores.
O único senão... as mais de 3 horas que a peça dura. Felizmente é uma comédia e o tempo vai passando e vamos rindo. Mas já não tinha posição...

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Só por isto...

É só por este tipo de situações que eu até talvez me case...

Notícia no DN em 8 de Janeiro de 2010

Câmara de Cascais retira lápide posta por 'viúvo' 'gay'
por Fernanda Câncio

Para a autarquia, a união de 31 anos não confere legitimidade para decidir sobre túmulo por se tratar de "pessoas do mesmo sexo".

"À memória de António Horta Tavares de Bastos (Toy); N1950 - F2007". A pedra tumular branca com letras negras mandada colocar em Setembro de 2008, após autorização requerida na Câmara de Cascais, por Raul Pires, que vivera mais de três décadas com António, dificilmente podia ser mais simples. Mas o irmão de António solicitou à autarquia a sua retirada e esta deu-lhe razão, baseando-se num parecer jurídico em que, apesar de se reconhecer a existência de uma união de facto entre António e Raul, se considerava não ter este legitimidade para "o pedido solicitado" (que fora atendido pela autarquia meses antes) devido à "particularidade de serem duas pessoas do mesmo sexo". A pedra foi desmontada em Setembro de 2009.

"Fui lá no início de Outubro de 2009 e apesar de na câmara me terem dito que iam tirar, quando vi que aquilo estava desmanchado tive um choque. Só voltei lá no aniversário dele, a 20 de Novembro, e agora vou lá de 15 em 15 dias. A campa está sem nada, como esteve desde a morte dele, em Abril de 2007, até eu mandar colocar a pedra. Agora ponho lá as minhas flores e pronto." Raul, de 53 anos, recebera em Janeiro de 2009 uma carta do vereador Artur Ferreira em que este assumia, pela edilidade, um "erro": "A pretensão [a colocação de uma lousa em cantaria no coval em causa ] foi incorrectamente deferida pelo nosso Departamento, uma vez que não averiguámos a legitimidade de V. Exa (...) baseando-nos na boa-fé do requerente. Ora, após contactados pelo sr. José Horta Tavares de Bastos, irmão do falecido, constatámos esse erro, pelo que a pedido do próprio iremos repor a situação tal como se encontrava." Raul recorreu da decisão pela primeira vez em Fevereiro, imputando ao irmão de António "a não aceitação da orientação sexual do falecido" e acusando-o de o ter até agredido no cemitério. Notificado para se pronunciar por escrito em relação à decisão da câmara, invocou o artigo 13.º da Constituição (proíbe a discriminação em função da orientação sexual) assim como o Regulamento dos Cemitérios Municipais do Concelho de Cascais, em que, vertendo um decreto-lei de 1998, se reconhece legitimidade "à pessoa que vivia com o falecido em condições análogas às dos cônjuges", assim como a Lei das Uniões de Facto, de 2001 (que reconhece as uniões de facto entre casais que vivam juntos há mais de dois anos, independentemente de se tratar de pessoas de sexo diferente ou do mesmo sexo). A câmara respondeu reiterando a ilegitimidade do requerente "face à legislação em vigor": "Nunca foi posto em causa o facto de que o ora requerente partilhar 'uma vida em comum' com o 'decujus' António Horta Tavares de Bastos. O que se questiona em termos jurídicos são os direitos que a lei atribui a determinadas relações. No caso concreto 'a de pessoa que vivia com o falecido em condições análogas às dos cônjuges', com a particularidade de serem pessoas do mesmo sexo."Acrescentando que essas relações são reguladas pela lei de 2001, a jurista da autarquia, aparentemente ignorando o respectivo regulamento para os cemitérios, conclui pela ilegitimidade já que "os direitos sucessórios ainda não são reconhecidos na totalidade" na lei de 2001.

Contactado pelo DN, José Manuel Bastos, o irmão de António, recusou falar do assunto. " Não me chateie a cabeça com a campa do meu irmão. Não mexam no morto por favor, não provoquem a família. Não havia casamentos gay, isso é muito anterior. Não mexam na merda."

domingo, janeiro 03, 2010

Sherlock Holmes


Devo dizer que este filme me surpreendeu muito pela positiva. Tinha ouvido más criticas e histórias relaccionadas com este filme e o modo como Guy Ritchie mostrou gratuitamente a violência nos seus filmes anteriores deixou-me muito apreensivo.
A única coisa positiva era o fabuloso elenco e, claro, as personagens de Sir Arthur Conan Doyle que teriam que ser respeitadas. Mas o realizador não fez só isso. Manteve a essência das personagens e deu-lhes novas caracteristicas tornando-as mais ricas e menos literárias. Deu-lhes também uma história muito boa e uns cenários fantásticos. Conseguiu inovar com personagens já tão adaptadas ao cinema e à televisão.
Quem gosta dos filmes do realizador vai também gostar deste Sherlock pois as suas características, boas ou más, estão lá todas.
Prestem também à fabulosa banda sonora!
Vão ver e divirtam-se!!
A minha nota: 4 Estrelas