quinta-feira, janeiro 28, 2010

Where the wild things are


Não é um filme para crianças. É um filme sobre uma criança que vive revoltada pelo divórcio dos pais e se refugia num lugar onde as coisas selvagens estão.
E as coisas selvagens também têm problemas e alguns muito parecidos com os problemas de Max, o rapaz.
Não é um filme espectacular mas eu gostei. A história podia ser melhor. Os bonecos estão fantásticos. Muito bem feitos. Muito ricos. É a melhor parte do filme.


domingo, janeiro 24, 2010

A CIDADE


Fomos ontem ver a peça de teatro A CIDADE no Teatro Municipal de S.Luis. Uma peça que prometia. Um texto clássico, um encenador conhecido e um naipe de actores que era difícil de desagradar.
Pois bem. Há muito tempo que não via uma peça assim tão má. Tão triste e sem piada.
Leva-me a pensar como é que um grupo de actores como aquele se deixou 'enrredar' por um projecto assim tão fraco a rondar o mau gosto em alguns pontos. Como é que nenhum dos actores, que considero inteligentes, deu um passo à frente e teve a coragem de dizer 'olhem, éste texto é uma merda, isto é ridículo, não tem piada nenhuma!'.
Enfim, ninguém teve essa coragem e as pessoas são atraídas pelo elenco de luxo.
Mas uma peça daquelas não deixa ninguém brilhar!!

terça-feira, janeiro 12, 2010

O Inspector Geral


Apesar de já estar cá em Lisboa há quase 15 anos, nunca tinha ido à BARRACA ver uma peça de teatro.
Aconteceu no Sábado passado.
Também não sabia nada sobre a peça, mas a convite de uns amigos com quem costumo ir a eventos culturais, lá fomos ver a peça 'O INSPECTOR GERAL', de Nikolai Gogol, de quem não sei nada, encenada pela Maria do Céu Guerra, que também faz parte do elenco, ao lado de João d'Ávila, os únicos dois actores que conhecia.
Gostei bastante. O texto é muito bom, acho que tem cerca de 200 anos mas é uma sátira actualissíma. Os maus valores persistem ao longo dos tempos. É uma peça divertida. Feita com poucos meios mas com um cenário imaginativo e bons actores.
O único senão... as mais de 3 horas que a peça dura. Felizmente é uma comédia e o tempo vai passando e vamos rindo. Mas já não tinha posição...

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Só por isto...

É só por este tipo de situações que eu até talvez me case...

Notícia no DN em 8 de Janeiro de 2010

Câmara de Cascais retira lápide posta por 'viúvo' 'gay'
por Fernanda Câncio

Para a autarquia, a união de 31 anos não confere legitimidade para decidir sobre túmulo por se tratar de "pessoas do mesmo sexo".

"À memória de António Horta Tavares de Bastos (Toy); N1950 - F2007". A pedra tumular branca com letras negras mandada colocar em Setembro de 2008, após autorização requerida na Câmara de Cascais, por Raul Pires, que vivera mais de três décadas com António, dificilmente podia ser mais simples. Mas o irmão de António solicitou à autarquia a sua retirada e esta deu-lhe razão, baseando-se num parecer jurídico em que, apesar de se reconhecer a existência de uma união de facto entre António e Raul, se considerava não ter este legitimidade para "o pedido solicitado" (que fora atendido pela autarquia meses antes) devido à "particularidade de serem duas pessoas do mesmo sexo". A pedra foi desmontada em Setembro de 2009.

"Fui lá no início de Outubro de 2009 e apesar de na câmara me terem dito que iam tirar, quando vi que aquilo estava desmanchado tive um choque. Só voltei lá no aniversário dele, a 20 de Novembro, e agora vou lá de 15 em 15 dias. A campa está sem nada, como esteve desde a morte dele, em Abril de 2007, até eu mandar colocar a pedra. Agora ponho lá as minhas flores e pronto." Raul, de 53 anos, recebera em Janeiro de 2009 uma carta do vereador Artur Ferreira em que este assumia, pela edilidade, um "erro": "A pretensão [a colocação de uma lousa em cantaria no coval em causa ] foi incorrectamente deferida pelo nosso Departamento, uma vez que não averiguámos a legitimidade de V. Exa (...) baseando-nos na boa-fé do requerente. Ora, após contactados pelo sr. José Horta Tavares de Bastos, irmão do falecido, constatámos esse erro, pelo que a pedido do próprio iremos repor a situação tal como se encontrava." Raul recorreu da decisão pela primeira vez em Fevereiro, imputando ao irmão de António "a não aceitação da orientação sexual do falecido" e acusando-o de o ter até agredido no cemitério. Notificado para se pronunciar por escrito em relação à decisão da câmara, invocou o artigo 13.º da Constituição (proíbe a discriminação em função da orientação sexual) assim como o Regulamento dos Cemitérios Municipais do Concelho de Cascais, em que, vertendo um decreto-lei de 1998, se reconhece legitimidade "à pessoa que vivia com o falecido em condições análogas às dos cônjuges", assim como a Lei das Uniões de Facto, de 2001 (que reconhece as uniões de facto entre casais que vivam juntos há mais de dois anos, independentemente de se tratar de pessoas de sexo diferente ou do mesmo sexo). A câmara respondeu reiterando a ilegitimidade do requerente "face à legislação em vigor": "Nunca foi posto em causa o facto de que o ora requerente partilhar 'uma vida em comum' com o 'decujus' António Horta Tavares de Bastos. O que se questiona em termos jurídicos são os direitos que a lei atribui a determinadas relações. No caso concreto 'a de pessoa que vivia com o falecido em condições análogas às dos cônjuges', com a particularidade de serem pessoas do mesmo sexo."Acrescentando que essas relações são reguladas pela lei de 2001, a jurista da autarquia, aparentemente ignorando o respectivo regulamento para os cemitérios, conclui pela ilegitimidade já que "os direitos sucessórios ainda não são reconhecidos na totalidade" na lei de 2001.

Contactado pelo DN, José Manuel Bastos, o irmão de António, recusou falar do assunto. " Não me chateie a cabeça com a campa do meu irmão. Não mexam no morto por favor, não provoquem a família. Não havia casamentos gay, isso é muito anterior. Não mexam na merda."

domingo, janeiro 03, 2010

Sherlock Holmes


Devo dizer que este filme me surpreendeu muito pela positiva. Tinha ouvido más criticas e histórias relaccionadas com este filme e o modo como Guy Ritchie mostrou gratuitamente a violência nos seus filmes anteriores deixou-me muito apreensivo.
A única coisa positiva era o fabuloso elenco e, claro, as personagens de Sir Arthur Conan Doyle que teriam que ser respeitadas. Mas o realizador não fez só isso. Manteve a essência das personagens e deu-lhes novas caracteristicas tornando-as mais ricas e menos literárias. Deu-lhes também uma história muito boa e uns cenários fantásticos. Conseguiu inovar com personagens já tão adaptadas ao cinema e à televisão.
Quem gosta dos filmes do realizador vai também gostar deste Sherlock pois as suas características, boas ou más, estão lá todas.
Prestem também à fabulosa banda sonora!
Vão ver e divirtam-se!!
A minha nota: 4 Estrelas




sexta-feira, janeiro 01, 2010

Viver

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe" - Oscar Wilde

E agora ...

Já podemos voltar às nossas vidas?

Já démos prendas e já recebemos prendas, já comemos passas, já batemos panelas e formulámos desejos.
Já estamos em 2010.
Agora sugiro que se arrumem os papeis de embrulho, que se desliguem as luzes, que se faça dieta e que se paguem as contas da loucura festiva!

E voltemos às nossas vidas que não têm que ser enfadonhas mas também não precisam de ser vividas em constante e falsa euforia.
Sejamos produtivos!!

Bom Ano!!