sábado, dezembro 31, 2011

Balanço 2011 - Livros Lidos


O MEU TOP 10 DE LIVROS QUE LI EM 2011

1º - Dear Christo: Memoires of Christopher Lloyd at Great Dixter
2º - As Serviçais
3º - The Orchid in Lore and Legend
4º - Quando Lisboa Tremeu
5º - Água Pedra Coração
6º - The Brother Gardeners: Botany, Empire and the Birth of an obcession
7º - O Tempo Entre Costuras
8º - We Made A Garden
9º - Orchid Fever
10º - A Tormenta de Espadas

Foi um ano em que li menos livros que o anterior mas li mais livros em inglês e muitos sobre botânica e história, que domoram um pouco mais a ler. O importante é que li boas obras e que a leitura continua a ser uma das minhas paixões.

Balanço 2011 - Filmes vistos no Cinema


OS MELHORES 10 FILMES DE 2011
(vistos no cinema)

1º - The Help
2º - Water for Elephants
3º - The King's Speech
4º - X-MEN First Class
5º - Les Petits Mouchoirs
6º - Rango
7º - Rio
8º - The Conspirator
9º - Red Riding Hood
10º - Hereafter


LISTA DE TODOS OS FILMES VISTOS NO CINEMA EM 2011

01/01 - Burlesque (4,5*)
01/12 - Narnia III (4*)
01/28 - Hereafter (4*)
02/14 - The King's Speech (5*)
03/04 - Rango (4,5*)
03/12 - The Adjustment Bureau (4*)
04/15 - Red Riding Hood (4*)
04/21 - Rio (4,5*)
04/25 - Source Code (4*)
05/07 - Thor (4*)
05/14 - Water for Elephants (5*)
05/21 - Monsters (4*)
06/10 - X-Men Fist Class (5*)
07/01 - Transformers III (3,5*)
07/08 - Les Petits Mouchoirs (5*)
07/17 - Cars 2 (4*)
07/18 - Harry Potter 8 (4*)
07/23 - Larry Crowne (3,5*)
08/04 - Super 8 (4*)
08/12 - The Rise of the Planet of The Apes (4*)
08/14 - The Conspirator (4*)
08/20 - Cowboys & Aliens (4*)
09/18 - Beginners (3,5*)
10/07 - The Help (5*)
10/29 - As Aventuras de Tintin (4*)
11/30 - In Time (3,5*)
12/30 - New Year's Eve (4*)

New Year's Eve


E termino este meu ano de cinema com o apropriado NEW YEAR'S EVE com um fabuloso grupo de actores e com um cruzamento de histórias passadas na última noite do ano, em Nova Iorque. Situações cómicas e dramáticas quanto baste. É um daqueles filmes que vai ser transmitido nas televisões, durante muitos anos, sempre nesta época festiva.
Sinceramente, e pode ser porque nunca fui uma pessoa de euforias na passagem de ano. É sempre para mim mais uma altura de reflexão, não achei o filme nem as pequenas histórias assim tão interessantes, um ou outro sorriso, uma ou outra gargalhada (especialmente com a colombiana Sofia Vergara) e alguma comoção.
O final cheio de 'bloopers' faz com que todos saiam do filme alegres e bem dispostos!
É um filme para ir ver nesta quadra. Depois passa o efeito. Vão ao cinema ou esperem para ver depois daqui a um ano em televisão.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

New and Longer Downton Abbey Christmas Special Trailer!!


Fantástico!! Sou fã desta série. Já vi as duas primeiras temporadas e agora vi que foi ontem exibido um episódio especial de Natal em Inglaterra!!
Isto é que tinha sido um bom programa natalício!! Tenho que ver se os meus amigos que andam sempre a tirar episódios e filmes da net conseguem este 'especial'.

Post de Pós-Natal

Este ano nem coloquei aqui um post natalício. Nem me apeteceu.
Este ano não passámos o Natal na minha terrinha, ficámos em Lisboa. Geralmente decidimos onde vamos passar o próximo Natal no Natal anterior e este tinhamos decidido passa-lo em casa, em Lisboa, assim foi. Não correu muito bem. Arrependido? Nem por isso. Mas a noite de 24 podia ter sido melhor se alguém não tivésse com uns copitos a mais. Sendo nós abstémios convictos não gostamos de ver alguém demasiado 'alegre'. Não temos paciência. Mas podia ter sido pior. Ainda dei algumas gargalhadas com a situação depois de toda a gente ter saído. E felizmente saíram cedo.
O dia de Natal foi bom. De pijama, enrolados em mantas quentinhas com os cães a dormir aos nossos pés e a ver televisão e a dormitar. Santo dia!!
Para o ano, vamos à terrinha!
Haja saúde!!

quinta-feira, dezembro 01, 2011

In Time



Uma história muito interessante e original que nos leva a um outro mundo ou a um futuro longínquo onde os seres humanos aos 25 anos deixam de envelhecer mas têm de lutar para se manter vivos. O tempo é a moeda que governa aquele mundo. Os ricos podem ser imortais, os pobres têm que trabalhar, lutar ou roubar para ganharem tempo de vida.

A história começa quando Will (Justin Timberlake) salva um homem extremamente rico que lhe oferece todo o seu tempo e se suicída. Dá-lhe também algumas informações de como são as zonas dos mais afortunados e de como os habitantes dos guetos são 'controlados'.

A partir daí é acção e corridas contra o tempo, com algumas lições de moral pelo meio. Uma mistura de Bonny and Clyde com um Robin Hood dos tempos futuros em que se assaltam bancos para roubar tempo.

Como já disse, a história está interessante. Divertiu-me. E até a actriz Amanda Seyfried, que me costuma irritar, esteve um pouco melhor que o habitual.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Laços Eternos, de Kate Jacobs




Este livro estava na minha mesa de cabeceira desde o início do ano porque a história se passava no Natal e não me apetecia ler uma história natalícia fora de época. Agora, que o 25 de Dezembro se aproxima rapidamente, a disposição para lhe pegar foi outra.
Não percebo como é que a editora portuguesa edita o livro Nr. 1 (O Clube de Tricô de Sexta à noite) e depois edita o Nr. 3(este livro), passando por cima de uma parte da história. Coisas das editoras portuguesas.
Entretanto foi bom r...moreEste livro estava na minha mesa de cabeceira desde o início do ano porque a história se passava no Natal e não me apetecia ler uma história natalícia fora de época. Agora, que o 25 de Dezembro se aproxima rapidamente, a disposição para lhe pegar foi outra.
Não percebo como é que a editora portuguesa edita o livro Nr. 1 (O Clube de Tricô de Sexta à noite) e depois edita o Nr. 3(este livro), passando por cima de uma parte da história. Coisas das editoras portuguesas.
Entretanto foi bom reencontrar as personagens do primeiro livro e ver como evoluíram. A história está mais fraca do que o livro 1 mas continua a ser de agradável leitura. Quem gostou do primeiro gostará de pegar neste novo volume do Clube de Tricô onde se continua a fazer malha e muito mais...

segunda-feira, novembro 21, 2011

sexta-feira, novembro 11, 2011

Como uma Teia de Aranha


A força e convicção não têm idade. O espírito é como uma teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. Continua, quando todos esperam que desistas. Faz com que em vez de pena, te tenham respeito. Nunca te detenhas!!!


segunda-feira, novembro 07, 2011

Leituras ao Luar


A que nos agarramos na presença de um cancro? A professora australiana Brenda Walker agarra-se aos livros, aos clássicos. Que livro levar para um hospital? Existe um livro perfeito para estas ocasiões?
Felizmente nunca me vi numa situação destas mas o hipocondriaco que existe em mim deixou-me a pensar quando li a sinopse. Provavelmente também me agarraria aos livros. Sempre foram para mim um meio de sonhar e de fugir à realidade e aquela seria uma realidade da qual eu me quereria afastar. Não sei se teria depois a vontade ou força de vontade. São 'experiências' muito complicadas e, infelizmente, cada vez mais frequentes.
O livro está bem escrito. É interessante mas falha em não nos dar uma solução para a pergunta formulada no início. Ou será que não existe uma resposta?

domingo, outubro 30, 2011

As Aventuras de Tintin, o Filme




Visualmente está fabuloso. Assisti a este filme em estado de admiração pela perfeição das imagens que me foram apresentadas. É uma fabulosa passagem do 'velho' Tintin da banda desenhada de Hergé para a modernidade. Não me chocou nada. Adorei e espero que outras aventuras deste herói sejam passadas assim ao grande écran.


Como não sou fã do 3D, assisti à versão digital e infelizmente á versão americana. Não gostei da americanização. Para mim, o Tintin é em francês. Li a BD em francês e custou-me ver o universo adulterado em pequenos detalhes, como por exemplo o nome do Terrier para a 'Snowy' (porque não Milou??) ou chamar Thomson aos Dupond e Dupont.


Quanto à história, o essêncial está lá mas este filme é 70% Spielberg e 30% Hergé. Na minha opinião são demasiadas perseguições vertiginosas. Muitas vezes era como assistir a um Indiana Jones. Já todos percebemos que o Spielberg gosta destas perseguições mas uma coisa é inventar uma história, outra é pegar num universo criado por outrém e adapta-lo. Achei demasiado Spielberiano, um estilo que nunca gostei.


Para além destas esquesitices minhas este é um filme para ser visto num grande écran. Peguem nas vossas crianças e nas vossas famílias e vão ao cinema. Este é um filme para ser visto em família, com amigos. E para os que não conhecem, aqui está uma boa oportunidade para os mais velhos darem a conhecer as aventuras do Tintin e estimular a leitura destas aventuras em BD.


São duas horas de puro divertimento!


The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn

sábado, outubro 29, 2011

Os Livros da minha Infância

Em resposta ao pedido do Blog PÁGINA A PÁGINA, escrevi este texto sobre os livros que acompanharam a minha infância. Foi com alguma nostalgia e saudade que os recordei.






Não me lembro de começar a ler. Lembro-me que sempre me contaram histórias. As primeiras foram contos populares, A Carochinha, o Ali Babá e os 40 Ladrões, O capuchinho Vermelho e tantas outras que fazem parte do imaginário mundial. Agora talvez não tanto mas no meu tempo era assim. Convém referir que tenho 42 anos e que nasci e vivi até aos 25 anos em Vila Nova de Milfontes. Passei portanto a minha infância numa pequena aldeia piscatória que não era a vila turística que é hoje. Estavamos muito afastados de tudo. A grande impulsionadora do meu gosto pela leitura foi a minha mãe. Ela foi a minha contadora de histórias, algumas inventadas por ela, e a minha leitora quando eu ainda não sabia juntar as letras. Quando comecei a ler sozinho, a decifrar as palavras, acredito que possa ter sido uma descoberta fantástica, mas como já referi, não me recordo desse evento.
Os primeiros livros que me lembro de ler foram as aventuras d'OS SETE, de Enid Blyton. Ofereceram-me a colecção completa e li-os pela ordem correcta, o que não aconteceu com muitas outras colecções. A minha mãe era uma grande admiradora da Enid Blyton desde criança e foi ela que me entusiasmou para ler os livros da autora inglesa. A primeira história que me lembro, não sei se lida por mim ou pela minha mãe, foi A CASA NA ÁRVORE ÔCA. Depois d'OS SETE seguiram-se OS CINCO, a colecção MISTÉRIO, as aventuras passadas em colegios, AS GÉMEAS e O COLÉGIO DAS 4 TORRES que relia todos os anos antes de iniciar o novo ano escolar e por fim a colecção AVENTURA, onde as histórias são mais elaboradas e das minhas favoritas. A Enid Blyton acompanhou-me durante toda a minha infância, tanto com os livros de mistério infantil como com o NODDY. Com uma tia a trabalhar em Inglaterra, o NODDY e o URSINHO RUPERT não eram estranhos para mim.
Como referi, o meu acesso aos livros era muito escasso. Pode não parecer, mas era um facto. Nem tinha amigos leitores que me emprestassem livros. Mas no meu tempo havia uma coisa muito importante, as bibliotecas itenerantes da Gulbenkian. Duas vezes por mês, a dias e horas certas lá estava uma pequena carrinha carregada de livros. Foi essa a minha biblioteca e grande parte dos livros que li foram aí requisitados. O meu obrigado à Gulbenkian por essas bibliotecas que foram tão importantes e que foram, durante muito tempo, o único acesso a livros para leitores que viviam fora das grandes cidades.
Termino com alguns livros que marcaram a minha infância para além dos livros da Enid Blyton.
- AS AVENTURAS DO PEQUENU, do austriaco Dick Laan;
- AS AVENTURAS DA ABELHA MAIA em BD;
- AS AVENTURAS DE DOIS MIÚDOS E DOIS CASTORES, de Grey Owl;
- AS AVENTURAS DE TARZAN, de Edgar Rice Burroughs;
- COLECÇÃO AVENTURAS, de Willard Price
E estes livros fizeram de mim quem sou hoje.




sexta-feira, outubro 21, 2011

Guerras

" - Candelaria, de que lado está nesta guerra?
Virou-se surpreendida, mas não hesitou um segundo a responder com um potente sussurro:
- Eu? Até à morte com quem a ganhe, meu amor."

Em 'O Tempo Entre Costuras'
de María Dueñas

quarta-feira, outubro 19, 2011

Contando Estrelas

Nunca ignores quem te ama,

quem se preocupa contigo,

quem sente a tua falta.

Porque um dia,

podes acordar do teu sono,

e chegar à conclusão de que perdeste a Lua

enquanto contavas estrelas.

segunda-feira, outubro 17, 2011

O Tempo Entre Costuras



Este primeiro livro da espanhola Maria Dueñas é muito interessante e de muito boa leitura. Com uma história que à primeira vista não me interessaria muito, passada durante a guerra civil de Espanha e no início da segunda guerra mundial, o que me cativou foram as personagens muito bem caracterizadas e com uma história muito rica e bem conseguida passada entre Espanha, Marrocos e com um saltinho a Portugal.Não é de todo uma leitura aborrecida, pelo contrário. A autora conseguiu manter-me sempre interessado, sem momentos parados, com alguma acção, espionagem e conflitos pessoais... tudo isto, entre costuras.

sábado, outubro 08, 2011

The Help



Depois de ter lido - e adorado - o livro The Help, de Kathryn Stockett, tinha grande curiosidade em ver a sua adaptação ao cinema.

É claro que não consigo ter a percepção de como é que uma pessoa que não leu o livro vê a história, mas senti falta de alguns detalhes que tornam o livro delicioso e que no filme talvez não resultassem ou não fizéssem falta.


Mas é muito divertido e comovente, com boas interpretações de um naipe de actores principais quase desconhecidos, há quem aposte em nomeações para Óscar e a essência da história está toda lá. Dá que pensar.

Um bom filme para este Outono. A ser visto no cinema e depois revisto na TV. E novamente aconselho... leiam o livro.

Maçãs



3 maçãs que mudaram o mundo...

A maçã da Eva e do Adão, a maçã de Isaac Newton e a maçã de Steve Jobs.

quinta-feira, outubro 06, 2011

Steve Jobs - Palavras Imortais

Morreu ontem Steve Jobs, criador da Apple e da Pixar.
Nunca tinha ouvido falar deste senhor ou se tinha, não tinha prestado atenção.
Hoje, porque morreu, dei-me ao trabalho de, enquanto tomava o pequeno-almoço, assistir a este video no You Tube, recomendado pelo Rodrigo Ferrão.
E tenho que agradecer por isso. Estava a precisar.
Este senhor não morreu. Este senhor é imortal. A sua vida e as suas palavras estarão vivas para sempre.



I am honored to be with you today at your commencement from one of the finest universities in the world. I never graduated from college. Truth be told, this is the closest I've ever gotten to a college graduation. Today I want to tell you three stories from my life. That's it. No big deal. Just three stories.

The first story is about connecting the dots.

I dropped out of Reed College after the first 6 months, but then stayed around as a drop-in for another 18 months or so before I really quit. So why did I drop out?

It started before I was born. My biological mother was a young, unwed college graduate student, and she decided to put me up for adoption. She felt very strongly that I should be adopted by college graduates, so everything was all set for me to be adopted at birth by a lawyer and his wife. Except that when I popped out they decided at the last minute that they really wanted a girl. So my parents, who were on a waiting list, got a call in the middle of the night asking: "We have an unexpected baby boy; do you want him?" They said: "Of course." My biological mother later found out that my mother had never graduated from college and that my father had never graduated from high school. She refused to sign the final adoption papers. She only relented a few months later when my parents promised that I would someday go to college.

And 17 years later I did go to college. But I naively chose a college that was almost as expensive as Stanford, and all of my working-class parents' savings were being spent on my college tuition. After six months, I couldn't see the value in it. I had no idea what I wanted to do with my life and no idea how college was going to help me figure it out. And here I was spending all of the money my parents had saved their entire life. So I decided to drop out and trust that it would all work out OK. It was pretty scary at the time, but looking back it was one of the best decisions I ever made. The minute I dropped out I could stop taking the required classes that didn't interest me, and begin dropping in on the ones that looked interesting.

It wasn't all romantic. I didn't have a dorm room, so I slept on the floor in friends' rooms, I returned coke bottles for the 5¢ deposits to buy food with, and I would walk the 7 miles across town every Sunday night to get one good meal a week at the Hare Krishna temple. I loved it. And much of what I stumbled into by following my curiosity and intuition turned out to be priceless later on. Let me give you one example:

Reed College at that time offered perhaps the best calligraphy instruction in the country. Throughout the campus every poster, every label on every drawer, was beautifully hand calligraphed. Because I had dropped out and didn't have to take the normal classes, I decided to take a calligraphy class to learn how to do this. I learned about serif and san serif typefaces, about varying the amount of space between different letter combinations, about what makes great typography great. It was beautiful, historical, artistically subtle in a way that science can't capture, and I found it fascinating.

None of this had even a hope of any practical application in my life. But ten years later, when we were designing the first Macintosh computer, it all came back to me. And we designed it all into the Mac. It was the first computer with beautiful typography. If I had never dropped in on that single course in college, the Mac would have never had multiple typefaces or proportionally spaced fonts. And since Windows just copied the Mac, it's likely that no personal computer would have them. If I had never dropped out, I would have never dropped in on this calligraphy class, and personal computers might not have the wonderful typography that they do. Of course it was impossible to connect the dots looking forward when I was in college. But it was very, very clear looking backwards ten years later.

Again, you can't connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something — your gut, destiny, life, karma, whatever. This approach has never let me down, and it has made all the difference in my life.

My second story is about love and loss.

I was lucky — I found what I loved to do early in life. Woz and I started Apple in my parents garage when I was 20. We worked hard, and in 10 years Apple had grown from just the two of us in a garage into a $2 billion company with over 4000 employees. We had just released our finest creation — the Macintosh — a year earlier, and I had just turned 30. And then I got fired. How can you get fired from a company you started? Well, as Apple grew we hired someone who I thought was very talented to run the company with me, and for the first year or so things went well. But then our visions of the future began to diverge and eventually we had a falling out. When we did, our Board of Directors sided with him. So at 30 I was out. And very publicly out. What had been the focus of my entire adult life was gone, and it was devastating.

I really didn't know what to do for a few months. I felt that I had let the previous generation of entrepreneurs down - that I had dropped the baton as it was being passed to me. I met with David Packard and Bob Noyce and tried to apologize for screwing up so badly. I was a very public failure, and I even thought about running away from the valley. But something slowly began to dawn on me — I still loved what I did. The turn of events at Apple had not changed that one bit. I had been rejected, but I was still in love. And so I decided to start over.

I didn't see it then, but it turned out that getting fired from Apple was the best thing that could have ever happened to me. The heaviness of being successful was replaced by the lightness of being a beginner again, less sure about everything. It freed me to enter one of the most creative periods of my life.

During the next five years, I started a company named NeXT, another company named Pixar, and fell in love with an amazing woman who would become my wife. Pixar went on to create the worlds first computer animated feature film, Toy Story, and is now the most successful animation studio in the world. In a remarkable turn of events, Apple bought NeXT, I returned to Apple, and the technology we developed at NeXT is at the heart of Apple's current renaissance. And Laurene and I have a wonderful family together.

I'm pretty sure none of this would have happened if I hadn't been fired from Apple. It was awful tasting medicine, but I guess the patient needed it. Sometimes life hits you in the head with a brick. Don't lose faith. I'm convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did. You've got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers. Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven't found it yet, keep looking. Don't settle. As with all matters of the heart, you'll know when you find it. And, like any great relationship, it just gets better and better as the years roll on. So keep looking until you find it. Don't settle.

My third story is about death.

When I was 17, I read a quote that went something like: "If you live each day as if it was your last, someday you'll most certainly be right." It made an impression on me, and since then, for the past 33 years, I have looked in the mirror every morning and asked myself: "If today were the last day of my life, would I want to do what I am about to do today?" And whenever the answer has been "No" for too many days in a row, I know I need to change something.

Remembering that I'll be dead soon is the most important tool I've ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything — all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure - these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.

About a year ago I was diagnosed with cancer. I had a scan at 7:30 in the morning, and it clearly showed a tumor on my pancreas. I didn't even know what a pancreas was. The doctors told me this was almost certainly a type of cancer that is incurable, and that I should expect to live no longer than three to six months. My doctor advised me to go home and get my affairs in order, which is doctor's code for prepare to die. It means to try to tell your kids everything you thought you'd have the next 10 years to tell them in just a few months. It means to make sure everything is buttoned up so that it will be as easy as possible for your family. It means to say your goodbyes.

I lived with that diagnosis all day. Later that evening I had a biopsy, where they stuck an endoscope down my throat, through my stomach and into my intestines, put a needle into my pancreas and got a few cells from the tumor. I was sedated, but my wife, who was there, told me that when they viewed the cells under a microscope the doctors started crying because it turned out to be a very rare form of pancreatic cancer that is curable with surgery. I had the surgery and I'm fine now.

This was the closest I've been to facing death, and I hope it's the closest I get for a few more decades. Having lived through it, I can now say this to you with a bit more certainty than when death was a useful but purely intellectual concept:

No one wants to die. Even people who want to go to heaven don't want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it. And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life's change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away. Sorry to be so dramatic, but it is quite true.

Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma — which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of others' opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.

When I was young, there was an amazing publication called The Whole Earth Catalog, which was one of the bibles of my generation. It was created by a fellow named Stewart Brand not far from here in Menlo Park, and he brought it to life with his poetic touch. This was in the late 1960's, before personal computers and desktop publishing, so it was all made with typewriters, scissors, and polaroid cameras. It was sort of like Google in paperback form, 35 years before Google came along: it was idealistic, and overflowing with neat tools and great notions.

Stewart and his team put out several issues of The Whole Earth Catalog, and then when it had run its course, they put out a final issue. It was the mid-1970s, and I was your age. On the back cover of their final issue was a photograph of an early morning country road, the kind you might find yourself hitchhiking on if you were so adventurous. Beneath it were the words: "Stay Hungry. Stay Foolish." It was their farewell message as they signed off. Stay Hungry. Stay Foolish. And I have always wished that for myself. And now, as you graduate to begin anew, I wish that for you.

Stay Hungry. Stay Foolish.

Thank you all very much.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Warning, by Jenny Joseph

Há muitos anos, vinte talvez, uma professora inglesa que tive leu-nos este poema. Não o fixei, claro, mas fiquei sempre com o o significado na cabeça.
Com a idade, e agora nos quarenta, sinto-me cada vez mais confortável a usar roupa que possa ser considerada ridícula. Nada de espampanante mas coisas que eu, nos meus vintes e muito menos na minha adolescência usaria. A opinião dos outros importa-me cada vez menos. Hoje de manhã, para estar confortável em casa calcei uma das minhas meias favoritas, às cores e às riscas e os Crocks que me ofereceram nos meus anos. Entretanto estava tão bem que acabei por vir para o trabalho como estava. E assim estou de Crocks com meias às riscas. E voltei a lembrar-me deste poema. Sabia que era qualquer coisa sobre usar um chapéu diferente, talvez cor de rosa? Com as maravilhas do Google, vinte anos depois, consegui encontrar o poema!! Qualquer dia escrevo uma versão minha e mais masculina. Adoro a Liberdade transmitida e o espírito maroto do poema!!
Aqui fica:


When I am an old woman I shall wear purple
With a red hat which doesn't go, and doesn't suit me.
And I shall spend my pension on brandy and summer gloves
And satin sandals, and say we've no money for butter.
I shall sit down on the pavement when I'm tired
And gobble up samples in shops and press alarm bells
And run my stick along the public railings
And make up for the sobriety of my youth.
I shall go out in my slippers in the rain
And pick flowers in other people's gardens
And learn to spit.

You can wear terrible shirts and grow more fat
And eat three pounds of sausages at a go
Or only bread and pickle for a week
And hoard pens and pencils and beermats and things in boxes.

But now we must have clothes that keep us dry
And pay our rent and not swear in the street
And set a good example for the children.
We must have friends to dinner and read the papers.

But maybe I ought to practice a little now?
So people who know me are not too shocked and surprised
When suddenly I am old, and start to wear purple.

Adele - Set Fire To The Rain (Official Video)



I let it fall, my heart
And as it fell, you rose to claim it
It was dark and I was over
Until you kissed my lips and you saved me

My hands, they're strong
But my knees were far too weak
To stand in your arms
Without falling to your feet

But there's a side to you that I never knew, never knew
All the things you'd say, they were never true, never true
And the games you play, you would always win, always win

But I set fire to the rain
Watched it pour as I touched your face
Let it burn while I cry
'Cause I heard it screaming out your name, your name

When laying with you
I could stay there, close my eyes
Feel you here, forever
You and me together, nothing is better

'Cause there's a side to you that I never knew, never knew
All the things you'd say, they were never true, never true
And the games you'd play, you would always win, always win

But I set fire to the rain
Watched it pour as I touched your face
Let it burn while I cried
'Cause I heard it screaming out your name, your name

I set fire to the rain
And I threw us into the flames
Where I felt somethin' die, 'cause I knew that
That was the last time, the last time

Sometimes I wake up by the door
Now that you've gone, must be waiting for you
Even now when it's already over
I can't help myself from looking for you

I set fire to the rain
Watched it pour as I touched your face
Let it burn while I cried
'Cause I heard it screaming out your name, your name

I set fire to the rain
And I threw us into the flames
Where I felt somethin' die
'Cause I knew that that was the last time, the last time, oh

Oh, no
Let it burn, oh
Let it burn
Let it burn

terça-feira, setembro 20, 2011

Beginners



As vidas são estranhas. Os seres humanos são estranhos e as suas relações estranhas, difíceis e complicadas. Baseada na história verdadeira do realizador a quem, quando a sua mãe faleceu, o pai se assumiu como homossexual. Mas o filme é sobre muito mais. É sobre relações. Paternais. Amorosas. De amizade.

Para mim o que tornou o filme mais difícil foi a realização e a montagem. Chamo-lhe mais europeia. Experimental talvez. De resto gostei da história e das personagens. Ewan McGregor está muito bem e o Christopher Plummer também. Gostei do cão e adorei a banda sonora.

terça-feira, setembro 06, 2011

42



Age is an issue of

mind over matter.

If you don't mind,

it doesn't matter.


Mark Twain

The Faithfull Gardener



Um pequeno livro que não me tocou. Uma história sobre muitas coisas mas que no fim resume-se a pouco. Gostei da construção da história, como as bonecas russas, mas a história em si não é entusiasmante.

segunda-feira, setembro 05, 2011

about books


He has got lovely books.
- Does he lend them?
- We had a friend...
Hopworth, he'd got a book
from Denys and didn't return it.
Denys was furious.
I said to Denys...
"You wouldn't lose a friend
for the sake of a book."
He said, "No, but he has."


do filme 'Out of Africa'

The Darling Dahlias and the Cucumber Tree




'The Darling Dahlias and the Cucumber Tree', de Susan Witting Albert .
As senhoras da pequena cidade de Darling têm um clube de jardinagem chamado 'As Dálias de Darling' em honra à falecida D. Dália, fundadora do clube e a quem deixou a sua casa e jardim em testamento.
Numa cidade pequena tudo se sabe e tudo se comenta, especialmente quando há pequenos mistérios e segredos ao virar de... cada esquina. Um fugitivo da prisão estatal, um fantasma que cava o jardim durante a noite, dinheiro que desaparece do único banco da cidade e, pior que tudo, uma morte que pode não ser o que se espera.
Com tanta coisa a passar-se na cidade, as 'Dálias' não podiam ficar sossegadas até resolverem todos os mistérios.
Passada nos anos 1930's no estado do Alabama, esta história está recheada de boas personagens, de diálogos muito cómicos e de situações divertidas. Está muito bem escrito, com uma boa pesquisa de época e é um prazer ler este livro. Pena ainda não haver a tradução para português.


domingo, setembro 04, 2011

Hábitos de Leitura

Os meus hábitos de leitura, resposta ao grupo no Facebook '45 Days Book Challenge':


Eu leio todos os dias e especialmente à noite. Nunca adormeço sem ler algumas páginas. O meu local favorito para ler é o meu quarto, com a porta aberta para o jardim. Preciso de silêncio para me concentrar e de boa luz porque os meus olhos ...(mesmo com óculos) já não são o que eram. Tenho saudades de quando andava de transportes e aproveitava esse tempo para ler. Geralmente compro os livros que leio. Raramente leio livros emprestados e eu raramente empresto. Se não me devolvem um livro fico furibundo. A mesma coisa se me estragam ou dobram um livro. Quando compro também faço uma inspeção detalhada para escolher um em boas condições. Escolho cada vez mais edições de capa dura e irritam-me um bocadinho as sobrecapas. Não forro livros. Mas também já compro cada vez mais livros em segunda mão, para mim é como acolher um animal abandonado. Tenho falta de espaço e quando não gosto de um livro guardo-o numa caixa, nas estantes só estão os que eu gosto. Nunca dobraria as folhas para marcar o livro. Uso marcadores que me oferecem ou que compro e que me trazem recordações. Às vezes faço os meus marcadores ou uso bilhetes ou folhas das árvores, coisas que têm a ver com o local e altura em que li o livro. Depois de ler, o marcador fica no livro. Mas alguns - de estimação - uso para vários livros. Quando era novo frequentava bibliotecas itinerantes, agora em Lisboa não, até porque se gosto muito de um livro é-me difícil devolvê-lo. Comprar um igual não é a mesma coisa. Gosto de ficar com o livro que li.

quarta-feira, agosto 24, 2011

Uma lição de Vida

Após 27 anos a lutar contra o HIV, morreu há dias José Manuel Osório.
Este texto é escrito pelo seu filho, o jornalista Luis Osório.


"Morreu tranquilo e apaziguado, fez ontem uma semana. Na última semana viu todas as pessoas que verdadeiramente lhe interessava ver – fez-nos rir, mostrou-se feliz pelo prémio de investigação que deveria receber em Novembro, mas ao contrário de todas as outras vezes não se comprometeu com mais uma redenção.
Há vinte e sete anos, também num dia de calor, fiquei destroçado. Informou-me que talvez fosse a nossa última conversa porque lhe fora diagnosticada uma doença que se mostrava fatal e infalível no seu rasto de destruição. Nesse dia, nesses primeiros dias, deixou-se ficar por casa, afundou-se na cama do quarto de sempre, contou as horas que faltavam para iniciar a viagem para o fim. Tudo nele parecia derrota, não pelo medo da morte mas pela irremediável sensação de que não se cumprira, pela terrível ideia que desperdiçara a sua vida.
Deu a volta às gavetas. Queimou as fotografias que tinha, as suas memórias, os sinais do que julgava ser o seu falhanço. Ficou assim algumas semanas e, num dia igual aos outros, sem que conseguisse explicar porquê, saiu do quarto e jurou aos mais próximos que decidira vencer a doença. Foi aí que renasceu. Foi nesse preciso momento que começou a viagem que o faria chegar, contra todas as expectativas, a um sítio onde apenas estão os que partem de consciência tranquila.
Esta é então a história de um homem que provou não existirem impossíveis. O homem que decidiu tirar num só dia todos os dentes porque o médico lhe disse que eram potenciais focos de infecção. O que fez questão de assumir a doença publicamente para combater a discriminação. O que resistiu à toxoplasmose, tuberculose, linfoma, meningite, septicemia, hepatite. O que esteve três vezes em coma e sem muitas esperanças de sobrevivência. O que durante tantos e tantos anos tomou mais de 50 comprimidos todos os dias. O que fez todas as quimioterapias possíveis. O que aproveitou os momentos disponíveis para investigar sobre o fado, para escrever várias colecções de referência, para ganhar prémios, dirigir o trabalho de associações de combate à discriminação, coordenar acções de formação e ajudar dezenas de doentes a acreditar que na vida cada um deve lutar até ao fim e não desistir.
Esta é a história do meu pai. De quem estive afastado uma vida e que tantas vezes não compreendi, o meu pai – militante comunista, exilado em Paris, co-fundador do grupo de Teatro A Barraca e filho de Alice, a mulher da sua vida. José Manuel Osório, chamava-se. Fez ontem uma semana que partiu. Tranquilo e apaziguado.
Nos últimos anos coordenou duas monumentais colecções de fado. Em 2005, organizou a convite de João Pinto de Sousa o projecto Todos os Fados, publicado pela revista Visão. Esteve na primeira linha entre os que fundaram o Museu do Fado, coordenou as Festas da Cidade de Lisboa e tudo isso depois de estar doente – quando quase todos pensavam em surdina que não acabaria o que tinha em mãos, ele pensava na próxima ideia a concretizar.
Essa é a sua marca, o motivo pelo qual me orgulho. À sombra da desconfiança de todos os olhares e com o terrível peso de uma doença que o destruía por dentro, soube e teve a coragem de construir uma obra e o sentido que lhe faltava.
Ao contrário das outras vezes, tantas e tantas que a sua morte foi antecipada, sabia que agora o tempo se estreitara. A última vez que estive com ele a sós não me falou de nenhum projecto que quisesse terminar. Limitou-se a sorrir. Estava pronto.
O primeiro texto que escrevi foi uma cunha sua. Joaquim Benite, ao tempo chefe de redacção do jornal Diário recebeu-me a seu pedido – «o teu pai está convencido que tens talento, diz-me coisas». Escrevi dois textos: sobre o movimento skinhead e uma entrevista ao Rodrigo Leão.
A primeira vez que fui sócio do Benfica foi ele que me inscreveu. Entrei pela sua mão na sede da Rua Jardim do Regedor, onde homens jogavam bilhar e comentavam jogos da véspera. Que felicidade a minha.
O primeiro filme interdito a maiores de 18 anos vi com ele. Nessa noite a RTP anunciara o Pato com Laranja, um erótico italiano e a avó Alice pediu-lhe para me tirar de casa. Para compensar levou-me ao Roma onde estava em exibição Pink Floyd The Wall. Não me parece que, em algum momento, lhe tenha passado pela cabeça que talvez aquelas imagens fossem demasiado violentas para uma criança que ainda não completara os dez anos. E não fizeram, pai.
A primeira vez que me deitei de madrugada foi depois de uma borga com ele. O primeiro concerto a que assisti foi com ele. Apresentou-me a Cunhal, Manuel Alegre, José Mário Branco, Ferré, Chico Buarque. O ursinho com que adormecia na infância era o mesmo que o adormecia…
No 8.º ano, por força da puberdade, tive seis negativas no segundo período. Convidou-me para jantar e, como se nada fosse, perguntou-me pelas notas. Informei-o de que tudo estava bem, como podia estar mal? Impassível, sem elevar a voz, disse-me que talvez existisse um equívoco: «Esta tarde estive no liceu e pareceu-me ter visto seis negativas. Não quero saber mais nada nem falar mais disto. Mas se for verdade quero que resolvas isso. Não tenho que me preocupar, pois não?».
Numa longa conversa, publicada num livro, confessou-me que gostaria de ouvir, antes de morrer, o Com que Voz de Amália Rodrigues. Se tivesse tempo escutaria ainda Maria Callas a interpretar ‘Casta Diva’, uma ária da Norma, de Vincenzo Bellini. Jantaria um bife no Pap’Açorda e arrumaria os livros no quarto para separar os que não podiam deixar de ficar para mim.
Oiço então Amália. E termino com as suas palavras: «Os meus dois netos são um caso à parte. É natural que olhe para eles de uma forma diferente, é até natural que olhe para eles como nunca olhei para ti. Mas normalmente olho para ti quando estás distraído. Assim que percebes, desvio o olhar. Como os dois miúdos não me perguntam ‘porque estás a olhar para mim?’, olho sem qualquer preocupação. Se um dia me perguntarem, também saberei desviar o olhar».
* A última palavra gostaria que ficasse para Ana Campos dos Reis, directora de serviços de apoio ao VIH da Santa Casa da Misericórdia. Ela foi o seu anjo, ela é um anjo. E para Tozé Brito e Manuel Faria, eles sabem porquê."

Remédio para Crianças Espertas



"If you want your children to be intelligent, read them fairy tales. If you want them to be more intelligent, read them more fairy tales."
- Albert Einstein


Cowboys & Aliens



Não conhecia esta banda desenhada e quando vi o filme nem sabia que era a adaptação de uma BD. É um filme de aventuras em que os Cowboys são os bons e os Aliens são os maus (a maior parte, pelo menos). Está divertido e é um filme de acção e aventuras que se vê muito bem, com bons actores (Daniel Craig e Harrison Ford, por exemplo). A história, ou se vai na onda e vê-se como um filme de ficção cientifica misturado com Western ou acha-se um autêntico disparate. Eu gostei e recomendo. (4*)


domingo, agosto 21, 2011

45 Days Book Challenge XXII



Autor(a) Favorito(a)
Podia falar aqui de muitos bons autores, e felizmente há muitos, que me têm acompanhado ao longo da minha vida preenchendo-a com histórias fantásticas e comoventes, cheia de imaginação e que são responsáveis por muito da pessoa que sou hoje. No entanto acho que não haverá nenhum autor que tenha tanta responsabilidade no meu caracter como esta escritora que me acompanhou ao longo de toda a minha vida desde que consigo decifrar o significado das letras que se juntam e formam as peças mágicas de um labirinto que resulta, depois de decifrado, numa história.
E essa autora. presto-lhe aqui a minha grande homenagem, é a ENID BLYTON.
Autora de centenas de livros para jovens de várias idades que, apesar dos seus defeitos, são geniais. OS SETE, OS FAMOSOS CINCO, MISTÉRIO, COLÉGIO DAS 4 TORRES, AVENTURA, AS GÉMEAS, NODDY, SEIS PRIMOS e tantas outras colecções fazem ainda hoje parte da minha vida e ainda os leio e sempre lerei, quando me apetece regressar para aquele sítio acolhedor como o colo da minha mãe.


45 Days Book Challenge XXI

Melhor Citação (descrição)
"People disappear when they die. Their voice, their laughter, the warmth of their breath. Their flesh. Eventually their bones. All living memory of them ceases. This is both dreadful and natural. Yet for some there is an exception to this annihilation. For in the books they write they continue to exist. We can rediscover them. Their humor, their tone of voice, their moods. Through the written word they can anger you or make you happy. They can comfort you. They can perplex you. They can alter you. All this, even though they are dead. Like flies in amber, like corpses frozen in the ice, that which according to the laws of nature should pass away is, by the miracle of ink on paper, preserved. It is a kind of magic. --Margaret Lea"
— Diane Setterfield (O Décimo Terceiro Conto)

sexta-feira, agosto 19, 2011

45 Days Book Challenge X - XX

XX - Melhor Citação
"If you want to know what a man's like, take a good look at how he treats his inferiors, not his equals."
— J.K. Rowling (Harry Potter and the Goblet of Fire)


XIX - Livro em cujo universo habitaria
Nenhum universo é perfeito, todos têm as suas coisas boas e as coisas más. Acho que fico bem por aqui, neste meu mundo e nesta minha era onde acontecem tantas coisas entusiasmantes e diferentes como em qualquer outra.


XVIII - Livro para o qual eu escreveria uma sequela
Vou falar em dois que li, gostei, mas cujo final não me deixou completamente satisfeito. Acho que escreveria uma sequela a cada um para resolver melhor as coisas...
'SEMPRE VIVEMOS NO CASTELO', de Shirley Jackson
e
'A DANÇA DAS BORBOLETAS', de Poppy Adams


XVII - Livros que me Inspiram
Geralmente livros de cartas ou Biografias.
Deixo dois exemplos:
'Christopher Lloyd: Is life at Great Dixter'
'Gerald Durrel: The authorised biography'


XVI - Um Livro Perturbante
'O Sangue dos Inocentes', de Julia Navarro
Comecei a ler este livro porque tratava um pouco da história dos Cátaros e quando dou por mim estava embrenhado na Alemanha Nazi e nos Muçulmanos Radicais. A história é muito boa e li tudo até ao fim mas foi perturbador ler sobre as atrocidades que os seres humanos fazem uns aos outros por causa de ideais, religiões, interesses e fanatismo. É o nosso mundo.


XV - Livro Hilariante
Não leio muitos livros humoristicos e muitas vezes encontro humor nos livros mais estranhos. Talvez o meu sentido de humor seja estranho. Lembro-me por exemplo de rir muito com o 'CEM DIAS DE SOLIDÃO' e o livro que estou a ler de momento, 'AS SERVIÇAIS' também tem alguns rasgos de humor fantásticos.
No entanto lembro de dois livros que me fizeram rir muito em alturas diferentes da minha vida. Quando era novinho lembro-me de chorar a rir com 'AS LIÇÕES DE TONECAS', de José de Oliveira Cosme e há alguns anos achei muito divertido e muito bem escrito o livro da Ana Bola, 'ABSOLUTAMENTE TIAS'.


XIV - Um Livro que me Comoveu.
'Cartas para Sam', de Daniel Gottlieb
Estava a escrever este post onde ia dizer que toda a gente deveria ter tempo de se despedir e de deixar ensinamentos para os que ficam neste mundo, como acontece neste livro de cartas de um avô para o seu neto quando tocou o telefone a dizer que um amigo meu tinha falecido (cancro). Não fui a tempo de me despedir dele. Ia vê-lo com essa intenção amanhã. No entanto estou tranquilo pois sabíamos a amizade que tinhamos há quase 20 anos. Que fique em Paz.
Se puderem leiam este livro.


XIII - Sequela que nunca devia ter sido impressa.

Numa altura em que as trilogias estão a tornar-se uma moda irritante, haveria muitas que podia mencionar.
Mas vou voltar a escrever sobre uma sequela que foi escrita anos depois e que não deveria ter sido publicada porque se estraga a aura que se cria em volta das personagens.

Falo de 'As Viúvas de Eastwick' sequela de 'As Bruxas de Eastwick' de John Updyke.


XII - Colecção ou Saga Favorita

Os livros do Inspector Monk, de Anne Perry
Gosto das histórias, da maneira como estão escritas e da época (Victoriana) em que se passam.

A Saga das Bruxas Mayfair, de Anne Rice
Li há muitos anos mas achei formidável. Pena que a história tenha ficado meio por desvendar. Eu acho que a escritora ainda vai voltar a esta saga. I hope so.

Os Livros de Ripley, de Patricia Highsmith
Muito bem escritos, muito imaginativos sendo Ripley uma personagem muito interessante.

XI - Livro que não terminei.
Tenho uma regra sobre a leitura de livros. Se um escritor não me conseguir entusiasmar até à página 50, perde-me como leitor. Por vezes os livros ficam em 'stand by' e volto a pegar neles passados anos. Outros nunca mais olho para eles.
Este ano, não terminei o 'Rumo ao Farol' de Virginia Wolf (muito aborrecido), o 'Comer, Rezar, Amar' de Elizabeth Gilbert (muito feminino) e o 'Corre, Coelho, corre' de John Updike (já mencionado anteriormente, muito deprimente e aborrecido).
Existem tantos livros e o nosso tempo é tão pouco que acho que não devemos ocupar o nosso precioso tempo a ler livros que sabemos que não vão ser grande coisa...



X - O Livro mais curto que li
'Uma mão cheia de Amoras', de Sara Simoes
Um livro pequenino mas muito bonito. Com pouco para ler mas com muito para ver, admirar e imaginar.
Podem ver mais e comprar o livro aqui:
http://massa-folhada.blogspot.com/2009/11/recheio-n3-uma-mao-cheia-de-amoras.html

terça-feira, agosto 16, 2011

As Serviçais (The Help), de Kathryn Stockett





Wow!...
Há escritores que escrevem histórias e outros que conseguem emocionar-nos com o seu jogo de palavras. Este é um livro que me emocionou com pequenas frases e pequenos diálogos deliciosos.
Narrado a três vozes, duas criadas negras, uma mais velha que se orgulha de ter criado 17 crianças, outra mais nova que não se orgulha muito de ter já tido 19 patroas e uma jovem branca que quer ser escritora quando o seu objectivo deveria ser 'caçar' um bom marido. Estamos na cidade de Jackson, no estado de Mississípi, em 1962. Numa altura particularmente conturbada na política americana, quando John F. Kennedy é assassinado e quando Martin Luther King faz o seu famoso discurso 'I had a dream...'.
Mas a cidade de Jackson é um pequeno mundo onde as famílias brancas tentam mostrar que são exemplares e as famílias negras trabalham para as brancas atingirem esse status. A coisa complica-se quando alguém decide dar a voz às criadas negras, para falarem das suas patroas. Um livro onde muitos segredos familiares são desvendados e onde as fronteiras entre os patrões e os criados e entre os brancos e os negros se agitam e tremem prestes a desmoronar-se!
Delicioso. Muito bem escrito. Divertido. Cru. Emocionante. Com personagens cheias de vida e que são feitas para se amar ou detestar!! Não deixem de ler!

The Conspirator



Fico contente por ainda haverem realizadores a fazerem este tipo de filmes, que nos ensinam sobre a nossa história e sobre os maus exemplos que acabam por se repetir.

Um filme muito bom de Robert Redford com James McAvoy (gosto muito dele) e Robin Wright (não gosto muito dela mas neste filme está muito bem) e um famoso grupo de actores e actrises secundárias. A reconstituição histórica parece-me impecavel e acho que este será um filme bom para quem estuda história dos E.U.A. e para todos os que gostem de uma boa história, verídica, de um caso de tribunal, sobre a mãe de um dos responsáveis pelo assassinato de George Lincoln e que foi acusada de fazer parte do grupo de conspiradores que mataram o presidente dos Estados Unidos da América. É isto e muito mais. O filme estreou em poucos cinemas mas se tiverem oportunidade, vão ver.


The Rise of the Planet of the Apes



Pois era, faltava explicar como é que os seres humanos desapareciam do nosso planeta e como é que os outros primatas tinham tomado o nosso lugar. Gostei da explicação. Imaginativa.

Custou ver como é que os animais são tratados em laboratórios, como são alguns centros de acolhimento. Enfim, fica-se um bocadinho deprimido mas no fim tudo se 'resolve' e os macacos vencem e nós morremos todos. Bem feita!

Um filme de ficção e aventuras bom para uma noite de Verão! Ou esperem pelo DVD e vejam num Domingo chuvoso... mas vejam!


segunda-feira, agosto 08, 2011

A Tormenta de Espadas




E a história continua. Bem escrita. Boa narrativa. Bons personagens. Está no entanto a ser demasiado longo e sem um fim próximo à vista. A grande quantidade de personagens e alguns periodos mais parados tornam esta metade do volume três mais cansativa. Até quando irei aguentar as manobras da corte e de batalha pelo poder?? Não sei...

Estou indeciso se continuo ou se faço uma nova pausa.


domingo, agosto 07, 2011

45 Days Book Challenge IX

O livro mais longo que já li.
Só quero aqui deixar a idéia de que os livros não se medem pelas páginas que têm. Até porque tudo depende da edição, do tamanho da letra, se um livro na versão original é editado em Portugal dividido em dois volumes, enfim... Os leitores portugueses parecem ser os únicos que se assustam com o tamanho dos livros. Nem quero pensar no que isso representa.
Mas para responder ao desafio, a edição que tenho de 'Os Pilares da Terra', de Kem Follett tem 916 páginas, o 'O Salto Mortal' tem 878 páginas e o 'Brisingr' tem 813 páginas. Acho que foram estes três que li com mais páginas mas houveram outros que me pareceram muito mais longos...

45 Days Book Challenge VIII

Um Livro tão mau, tão mau, que consegue ser bom
Nenhum
Um livro assim tão mau só pode ser bom para acender a lareira no Verão.

sábado, agosto 06, 2011

Há sempre um depois...

"Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre. Porque alguém disse e eu concordo, que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata, e que a vida sempre, sempre continua."
Simone de Beauvoir

sexta-feira, agosto 05, 2011

Super 8




Este filme não é para a minha geração. E digo que não é porque nós já vimos 'Os Goonies', o 'Stand By Me', o 'ET', o 'Parque Jurássico' e este filme lembra todos esses filmes um bocadinho. Não surpreende. O que deslumbra é a nova roupagem da história, os efeitos especiais e as novas tecnologias que não existiam há 20 - 30 anos quando foram feitos os outros filmes.


Mas o filme está muito engraçado. Divertido. Bem feito.


É um filme de argumento e realização de J. J. Abrams mas podemos dizer que é um filme à la Spielberg, que por acaso é um dos produtores. Tem tudo o que o Spielberg faria num filme deste género.


Um bom filme de Verão para ver em família ou com amigos!!


45 Days Book Challenge VII



Um Livro que me desiludiu

As Viúvas de Eastwick, de John Updike


Já tinha lido há muitos anos o livro 'As Bruxas de Eastwick', que depois foi levado ao cinema numa adaptação POP e quando vi que o autor tinha escrito uma continuação passados vinte anos fiquei muito entusiasmado por ter mais para ler das três personagens que tinha gostado tanto. Grande desilusão. Mais valia que o autor deixasse as personagens sossegadas, como estavam. É um livro sem 'faísca' em que a viúvez e a velhice (também do autor) tornam o livro parado e monótono sem os grandes momentos do primeiro livro.


Houve outro do mesmo autor que me desiludiu imenso e que eu não fui além da página 50. Estava preparado para ler a Saga do Coelho e comecei o primeiro 'Corre Coelho, corre'. É tão aborrecido e deprimente que foi uma enorme desilusão porque tinha algumas espectativas nestes livros. Enfim, fiquei vacinado contra a escrita do nobel John Updike.

terça-feira, agosto 02, 2011

45 Days Book Challenge VI



Livro que li mais vezes

'A QUINTA DO DIABO', de João da Motta Prego
É um livro de ficção escrito em 1909 mas é também um livro prático sobre a criação de galinhas. Tenho uma grande ligação de afecto por este livro. Representa muito para mim. Está, muito velhinho, na gaveta da minha mesa de cabeceira e já o li de uma ponta á outra várias vezes e é um livro onde volto com frequência. Por serem vidas calmas, um Portugal que já não existe, porque é muito cândido, muito simples.
E porque quando for grande quero uma casa no campo e quero terminar os meus dias a criar galinhas!!

segunda-feira, agosto 01, 2011

45 Days Book Challenge V

O Livro que levaria para uma Ilha Deserta
Um Livro em Branco
(e um lápis)

Porque me ajudaria mais a passar o tempo escrever o meu diário da minha estadia nessa ilha deserta do que ler qualquer coisa já escrita. Se tivesse que escolher, escolheria com certeza um dos meus livros favoritos (ver dia 1).

domingo, julho 31, 2011

45 Days Book Challenge IV



Livro sobrevalorizado

'Caderneta de Cromos', de Nuno Markl

Não percebo quem é que compra estes livros. E é verdade que vendem, mas será mesmo que alguém os lê e que haverá alguém que exiba mais do que um sorriso ao ler algumas das crónicas de Nuno Markl que passam diariamente na Rádio Comercial?

Não acredito. Algumas crónicas até estão engraçadas mas não me vão fazer comprar um livro com as compilações dessas crónicas porque a graça não está só no texto. Uma grande percentagem da piada está na leitura dos textos na primeira pessoa e até nas reações dos apresentadores do programa da manhã da comercial.

Por isso, acho que se dá valor a mais a este e outros livros do mesmo tipo. Acho que não funcionam neste formato e tenho pena que todos os Natais haja um (ou mais) destes que vai ser comprado como aqueles presentes 'não sei o que lhe dar' quando se deviam oferecer outros livros, com maior valor educativo.

sábado, julho 30, 2011

45 Days Book Challenge III



Livro Subvalorizado

'A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata', de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows

Este foi um dos livros que li o ano passado que me deu mais prazer. É um livro que foi escrito por Mary Ann Shaffer e que foi corrigido e terminado pela sua sobrinha, Annie Barrows, quando a sua autora morreu com um cancro antes deste ser publicado.

O livro é sobre a amizade, sobre pessoas simples, sobre livros e é passado na Ilha de Guersey, uma pequena ilha inglesa entre a Inglaterra e a França que foi o único território inglês ocupado pelos nazis na 2ª Guerra Mundial. É muito interessante, está muito bem escrito e as personagens são deliciosas.


Este livro é subvalorizado pelo ridículo título. É verdade que até tem razão de ser (leiam o livro se querem saber a razão da tarte de casca de batata) mas o livro não merecia um título destes. Gostei tanto que já ofereci e aconselhei este livro a algumas pessoas que adoram o livro e que me dizem sempre que pelo título nunca pegariam nele para ler.

sexta-feira, julho 29, 2011

45 Days Book Challenge II


Livro Detestado
'O Vale dos Segredos', de Charmian Hussey
Tinha muita coisa para ser uma boa história mas foi tão mau, tão mau. Má história, ridícula, mal contada, previsível... Não vou dizer mais nada. Se virem por aí esta capa e sentirem a tentação de lhe pegar... Batam na vossa mão... Esse livro é um NÃO redondo!

quinta-feira, julho 28, 2011

45 Days Book Challenge I

Vi esta idéia no Blog Página A Página e decidi aderir. É um bom exercício sobre uma das minhas paixões.





O Livro Favorito
'Salto Mortal', de Marion Zimmer Bradley
Li já há alguns anos e espero ler ainda outra vez. Uma belíssima história com personagens fantásticas num mundo e numa época apaixonantes. Uma grande história de vida, de amor, de família. Muito bem escrito pela escritora que ficou conhecida pelas 'Brumas de Avalon'. É impressionante como as emoções são tão perfeitamente descritas. Uma obra prima.
(o meu exemplar não tem esta capa mas esta edição está muito mais bonita)




Outros favoritos


'Dear Frank', de Nancy Horan


'A Hora das Bruxas', de Anne Rice


'A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata', de Mary-Ann Shaffer e Annie Barrows


'Os Maias', de Eça de Queirós





segunda-feira, julho 25, 2011

Larry Crowne




É um filme sem história, ou melhor, com uma fraca história ou com uma história mal explorada. Se não fosse por ter Tom Hanks e Julia Roberts no cartaz, era um filme que nem iria às salas de cinema.


E o Tom Hanks está esquisito, plástico, recauchutado, com uma cor esquisita de pele, com o cabelo pintado... enfim, levei o filme todo a pensar... mas ele fez alguma plástica?? Está tão estranho...


A Julia Roberts está bem mas o personagem não a deixa brilhar muito.


É um filme parecido com 'Stanley & Iris', de 1989 em que o par era a Jane Fonda e o Robert DeNiro. Mas esse era um filme com história, com conteúdo. Este Larry Crowne não convence, não comove e só nos consegue arrancar alguns sorrisos.


Sem grandes morais, sem grandes diálogos, sem grande história... um daqueles filmes para ver num daqueles Domingos chuvos em que nada temos para fazer além de vegetar em frente à TV e ver qualquer coisa ou dormitar!!




quarta-feira, julho 20, 2011

Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2



Finalmente terminou. E digo finalmente porque o que me apaixonou no Harry Potter não foi a sua batalha com o Voldemort (que até achei demasiado violenta nos últimos filmes) mas sim toda a magia e imaginação daquele mundo paralelo ao nosso mas que se veio a descobrir, pela negativa, tão parecido com o nosso. Foi há dez anos que começou e acho que a idéia da autora foi mesmo genial. Para além dos seres mitológicos e da magia tinha também tradição e valores de Hogwarts, amizade e mistério. Toda a magia foi reinventada e nunca mais voltará a ser a mesma depois de Harry Potter. Sinto-me previlegiado por ter vivido nos anos em que os sete volumes foram escritos e por poder ter saboreado, desde o início, à medida que iam sendo publicados, os primeiros dando largas à imaginação e depois dos filmes sonhando com as imagens que a WB nos deu como definitivas. Foi uma obra que pôs muita gente a ler, mesmo quem não tinha esse hábito (e espero que alguns tenham continuado a fazê-lo) e que revolucionou a literatura juvenil e a literatura fantástica. É verdade que nenhuma obra igualou ou sequer chegou perto ao êxito de Harry Potter, mas também é verdade que as editoras, talvez as 12 que recusaram o primeiro manuscrito da saga Harrypottiana, começaram a apostar em vampiros, montros, anjos e fadas como nunca se tinha visto, até mesmo em Portugal surgiram alguns livros dando os primeiros passos no género fantástico. Sinceramente, a mim, não apareceu nada que me entusiasmasse e estas edições (as que me aventurei a ler) soam-me todas a coisas já escritas, com outras roupas e outros cenários mas nada com a frescura e inteligência que a J. K. Rowling trouxe com Harry Potter.

Quanto a este filme, é o final e não me entusiasmou por aí além. Está bem feito e com belíssimos efeitos como os anteriores da saga mas deixou-me insatisfeito. Para uma obra que foi dividida em dois filmes de duas horas, acho que prestou pouca atenção aos pormenores. Mas teve várias surpresas e acabamos sempre por gostar. Foi um bocadinho nostálgico saber que é o 'The End' mas Hogwarts, Hogsmead, Ron e toda a sua ruiva família, todos os malvados, Hermione, os restantes alunos e Harry Potter continuarão sempre perto, à distância de um folhear de um dos sete livros. Acho que será um lugar onde sempre voltarei.

segunda-feira, julho 18, 2011

CARS 2



Não gosto de carros, não tenho carta de condução e não conheço nenhumas marcas nem modelos de carros. Nunca me interessei. Os únicos carros com que brinquei em criança eram carrinhas de caixa aberta onde eu punha os animais da minha quinta. Enfim, tudo isto para explicar que o filme CARROS foi um dos poucos da Pixar que eu não vi pois o tema não me despertou o interesse.
Acontece que agora o meu sobrinho é um SUPER FÃ de tudo o que é da família dos CARROS da Pixar. Assim, fui apresentado ao Faísca e ao Matt e restante carroçaria há muito pouco tempo.
Aconteceu que esta paixão coincidiu com a estreia do filme CARROS 2 e resolvemos que esse seria o seu filme de estreia num écran de cinema. Assim, ontem lá fomos, e correu muito bem (não esperavamos que ele aguentasse o filme todo mas aguentou), e adorou e depois tivémos que passar pela loja da Disney para comprar um boné, uma t-shirt e um lego. O próximo passo será uma ida à EuroDisney para o ano, se tudo correr bem, para ver 'a casa' do Faísca.
Quanto ao filme, está muito divertido, muito bem feito, com uma animação de luxo, personagens muito engraçadas, divertido tanto para crianças como para adultos. É uma história de espionagem que não fica atrás de nenhum James Bond, com perseguições, explosões e tudo o que faz parte!
Um filme a ver, em família, como eu!!
A partir de agora tenho com certeza um companheiro para ir ao 'cimena'...

sábado, julho 09, 2011

Pequenas Mentiras Entre Amigos



Um grande filme. É impossível não relacionar com o 'Amigos de Alex' da minha juventude mas é diferente. Talvez mais maduro, um amigo meu diria mais europeu, talvez por os personagens agora serem personagens da minha idade (quando vi os 'Amigos de Alex' eu era muito mais novo que os personagens), talvez por me identificar mais com tudo o que vive esta geração. O facto é que adorei. São 153 minutos que passam sem darmos por eles, onde rimos, pensamos e nos comovemos. Os mais sortudos, sairão de lá diferentes.

Um fantástico grupo de actores fraceses onde se inclui a oscarizada Marion Cotillard e o fantástico Benoit Magimel. A realização tem muito movimento de câmara e muitos grandes planos que mostram fisicamente as emoções dos personagens!!

Um dos filmes do ano seguramente.

quinta-feira, julho 07, 2011

Aprende-se ...

... que grandes amigos podem tornar-se grandes desconhecidos. Que grandes desconhecidos podem tornar-se os nossos melhores amigos. Que nunca terminamos de conhecer uma pessoa. Que o "nunca mais" acontece e que o "para sempre" acaba. Que quem quer pode e consegue. Que o que não arrisca, não perde nada (mas também não ganha). Que o físico atrai, mas a personalidade apaixona!!

sábado, julho 02, 2011

Transformers, Dark of the Moon



História interessante e efeitos visuais deslumbrantes. Muito bem feito.

Mas é um filme para apreciadores de filmes do género ou do universo transformers. Eu fui ver 'de arrasto' e achei demasiada destruição e lutas entre máquinas, tornou-se cansativo. Já não tenho idade para isto.

As actuações do elenco são razoáveis, a única que se salientou pela positiva foi a Frances McDormand.

Vão ver se gostarem mesmo deste tipo de filmes ou deixem para uma tarde de Domingo de Inverno.

sexta-feira, julho 01, 2011



DVD - Marie Antoinette
De Sofia Coppola, com Kirsten Dunst (2006)
Depois ter estado em Versailles em Junho passado, fiquei com curiosidade de ver este filme sobre a rainha Marie Antoinette e a corte de Louis XVI que foi filmado mesmo no palácio de Versailles.
Gostei bastante e achei a história muito interessante. E é claro que os cenários, guarda-roupa e acessórios estão deslumbrantes.
Só não percebi o porquê da música moderna em vez da música da época, mas são detalhes menores. A interpretação da Kirsten Dunst está muito boa, digamos que foi talhada para o papel assim como a dos secundários.
Foi uma época conturbada em Paris e percebe-se que Versailles e a vida em Versailles incomodasse o povo que passava fome. Infelizmente tudo terminou mal (parte que não se vê no filme) para a família real francesa.
Muito interessante.

sexta-feira, junho 17, 2011

X-MEN FIRST CLASS



É de facto de primeira classe este novo filme dos X-MEN em que se volta às origens e se descobre o como e o porquê de factos revelados em outros filmes da saga. É principalmente a história das duas faces da moeda, o Charles Xavier e o Magneto, destes seres muito humanos mas genéticamente evoluídos. Muito bom argumento. Cheio de interesse para quem gosta desta família de super-heróis. Os efeitos especiais estão magníficos e as interpretações também. Feito com grande qualidade.

A vida

de 'Album de Família' de Manuel Zimbro, 1977