quarta-feira, agosto 24, 2011

Uma lição de Vida

Após 27 anos a lutar contra o HIV, morreu há dias José Manuel Osório.
Este texto é escrito pelo seu filho, o jornalista Luis Osório.


"Morreu tranquilo e apaziguado, fez ontem uma semana. Na última semana viu todas as pessoas que verdadeiramente lhe interessava ver – fez-nos rir, mostrou-se feliz pelo prémio de investigação que deveria receber em Novembro, mas ao contrário de todas as outras vezes não se comprometeu com mais uma redenção.
Há vinte e sete anos, também num dia de calor, fiquei destroçado. Informou-me que talvez fosse a nossa última conversa porque lhe fora diagnosticada uma doença que se mostrava fatal e infalível no seu rasto de destruição. Nesse dia, nesses primeiros dias, deixou-se ficar por casa, afundou-se na cama do quarto de sempre, contou as horas que faltavam para iniciar a viagem para o fim. Tudo nele parecia derrota, não pelo medo da morte mas pela irremediável sensação de que não se cumprira, pela terrível ideia que desperdiçara a sua vida.
Deu a volta às gavetas. Queimou as fotografias que tinha, as suas memórias, os sinais do que julgava ser o seu falhanço. Ficou assim algumas semanas e, num dia igual aos outros, sem que conseguisse explicar porquê, saiu do quarto e jurou aos mais próximos que decidira vencer a doença. Foi aí que renasceu. Foi nesse preciso momento que começou a viagem que o faria chegar, contra todas as expectativas, a um sítio onde apenas estão os que partem de consciência tranquila.
Esta é então a história de um homem que provou não existirem impossíveis. O homem que decidiu tirar num só dia todos os dentes porque o médico lhe disse que eram potenciais focos de infecção. O que fez questão de assumir a doença publicamente para combater a discriminação. O que resistiu à toxoplasmose, tuberculose, linfoma, meningite, septicemia, hepatite. O que esteve três vezes em coma e sem muitas esperanças de sobrevivência. O que durante tantos e tantos anos tomou mais de 50 comprimidos todos os dias. O que fez todas as quimioterapias possíveis. O que aproveitou os momentos disponíveis para investigar sobre o fado, para escrever várias colecções de referência, para ganhar prémios, dirigir o trabalho de associações de combate à discriminação, coordenar acções de formação e ajudar dezenas de doentes a acreditar que na vida cada um deve lutar até ao fim e não desistir.
Esta é a história do meu pai. De quem estive afastado uma vida e que tantas vezes não compreendi, o meu pai – militante comunista, exilado em Paris, co-fundador do grupo de Teatro A Barraca e filho de Alice, a mulher da sua vida. José Manuel Osório, chamava-se. Fez ontem uma semana que partiu. Tranquilo e apaziguado.
Nos últimos anos coordenou duas monumentais colecções de fado. Em 2005, organizou a convite de João Pinto de Sousa o projecto Todos os Fados, publicado pela revista Visão. Esteve na primeira linha entre os que fundaram o Museu do Fado, coordenou as Festas da Cidade de Lisboa e tudo isso depois de estar doente – quando quase todos pensavam em surdina que não acabaria o que tinha em mãos, ele pensava na próxima ideia a concretizar.
Essa é a sua marca, o motivo pelo qual me orgulho. À sombra da desconfiança de todos os olhares e com o terrível peso de uma doença que o destruía por dentro, soube e teve a coragem de construir uma obra e o sentido que lhe faltava.
Ao contrário das outras vezes, tantas e tantas que a sua morte foi antecipada, sabia que agora o tempo se estreitara. A última vez que estive com ele a sós não me falou de nenhum projecto que quisesse terminar. Limitou-se a sorrir. Estava pronto.
O primeiro texto que escrevi foi uma cunha sua. Joaquim Benite, ao tempo chefe de redacção do jornal Diário recebeu-me a seu pedido – «o teu pai está convencido que tens talento, diz-me coisas». Escrevi dois textos: sobre o movimento skinhead e uma entrevista ao Rodrigo Leão.
A primeira vez que fui sócio do Benfica foi ele que me inscreveu. Entrei pela sua mão na sede da Rua Jardim do Regedor, onde homens jogavam bilhar e comentavam jogos da véspera. Que felicidade a minha.
O primeiro filme interdito a maiores de 18 anos vi com ele. Nessa noite a RTP anunciara o Pato com Laranja, um erótico italiano e a avó Alice pediu-lhe para me tirar de casa. Para compensar levou-me ao Roma onde estava em exibição Pink Floyd The Wall. Não me parece que, em algum momento, lhe tenha passado pela cabeça que talvez aquelas imagens fossem demasiado violentas para uma criança que ainda não completara os dez anos. E não fizeram, pai.
A primeira vez que me deitei de madrugada foi depois de uma borga com ele. O primeiro concerto a que assisti foi com ele. Apresentou-me a Cunhal, Manuel Alegre, José Mário Branco, Ferré, Chico Buarque. O ursinho com que adormecia na infância era o mesmo que o adormecia…
No 8.º ano, por força da puberdade, tive seis negativas no segundo período. Convidou-me para jantar e, como se nada fosse, perguntou-me pelas notas. Informei-o de que tudo estava bem, como podia estar mal? Impassível, sem elevar a voz, disse-me que talvez existisse um equívoco: «Esta tarde estive no liceu e pareceu-me ter visto seis negativas. Não quero saber mais nada nem falar mais disto. Mas se for verdade quero que resolvas isso. Não tenho que me preocupar, pois não?».
Numa longa conversa, publicada num livro, confessou-me que gostaria de ouvir, antes de morrer, o Com que Voz de Amália Rodrigues. Se tivesse tempo escutaria ainda Maria Callas a interpretar ‘Casta Diva’, uma ária da Norma, de Vincenzo Bellini. Jantaria um bife no Pap’Açorda e arrumaria os livros no quarto para separar os que não podiam deixar de ficar para mim.
Oiço então Amália. E termino com as suas palavras: «Os meus dois netos são um caso à parte. É natural que olhe para eles de uma forma diferente, é até natural que olhe para eles como nunca olhei para ti. Mas normalmente olho para ti quando estás distraído. Assim que percebes, desvio o olhar. Como os dois miúdos não me perguntam ‘porque estás a olhar para mim?’, olho sem qualquer preocupação. Se um dia me perguntarem, também saberei desviar o olhar».
* A última palavra gostaria que ficasse para Ana Campos dos Reis, directora de serviços de apoio ao VIH da Santa Casa da Misericórdia. Ela foi o seu anjo, ela é um anjo. E para Tozé Brito e Manuel Faria, eles sabem porquê."

Remédio para Crianças Espertas



"If you want your children to be intelligent, read them fairy tales. If you want them to be more intelligent, read them more fairy tales."
- Albert Einstein


Cowboys & Aliens



Não conhecia esta banda desenhada e quando vi o filme nem sabia que era a adaptação de uma BD. É um filme de aventuras em que os Cowboys são os bons e os Aliens são os maus (a maior parte, pelo menos). Está divertido e é um filme de acção e aventuras que se vê muito bem, com bons actores (Daniel Craig e Harrison Ford, por exemplo). A história, ou se vai na onda e vê-se como um filme de ficção cientifica misturado com Western ou acha-se um autêntico disparate. Eu gostei e recomendo. (4*)


domingo, agosto 21, 2011

45 Days Book Challenge XXII



Autor(a) Favorito(a)
Podia falar aqui de muitos bons autores, e felizmente há muitos, que me têm acompanhado ao longo da minha vida preenchendo-a com histórias fantásticas e comoventes, cheia de imaginação e que são responsáveis por muito da pessoa que sou hoje. No entanto acho que não haverá nenhum autor que tenha tanta responsabilidade no meu caracter como esta escritora que me acompanhou ao longo de toda a minha vida desde que consigo decifrar o significado das letras que se juntam e formam as peças mágicas de um labirinto que resulta, depois de decifrado, numa história.
E essa autora. presto-lhe aqui a minha grande homenagem, é a ENID BLYTON.
Autora de centenas de livros para jovens de várias idades que, apesar dos seus defeitos, são geniais. OS SETE, OS FAMOSOS CINCO, MISTÉRIO, COLÉGIO DAS 4 TORRES, AVENTURA, AS GÉMEAS, NODDY, SEIS PRIMOS e tantas outras colecções fazem ainda hoje parte da minha vida e ainda os leio e sempre lerei, quando me apetece regressar para aquele sítio acolhedor como o colo da minha mãe.


45 Days Book Challenge XXI

Melhor Citação (descrição)
"People disappear when they die. Their voice, their laughter, the warmth of their breath. Their flesh. Eventually their bones. All living memory of them ceases. This is both dreadful and natural. Yet for some there is an exception to this annihilation. For in the books they write they continue to exist. We can rediscover them. Their humor, their tone of voice, their moods. Through the written word they can anger you or make you happy. They can comfort you. They can perplex you. They can alter you. All this, even though they are dead. Like flies in amber, like corpses frozen in the ice, that which according to the laws of nature should pass away is, by the miracle of ink on paper, preserved. It is a kind of magic. --Margaret Lea"
— Diane Setterfield (O Décimo Terceiro Conto)

sexta-feira, agosto 19, 2011

45 Days Book Challenge X - XX

XX - Melhor Citação
"If you want to know what a man's like, take a good look at how he treats his inferiors, not his equals."
— J.K. Rowling (Harry Potter and the Goblet of Fire)


XIX - Livro em cujo universo habitaria
Nenhum universo é perfeito, todos têm as suas coisas boas e as coisas más. Acho que fico bem por aqui, neste meu mundo e nesta minha era onde acontecem tantas coisas entusiasmantes e diferentes como em qualquer outra.


XVIII - Livro para o qual eu escreveria uma sequela
Vou falar em dois que li, gostei, mas cujo final não me deixou completamente satisfeito. Acho que escreveria uma sequela a cada um para resolver melhor as coisas...
'SEMPRE VIVEMOS NO CASTELO', de Shirley Jackson
e
'A DANÇA DAS BORBOLETAS', de Poppy Adams


XVII - Livros que me Inspiram
Geralmente livros de cartas ou Biografias.
Deixo dois exemplos:
'Christopher Lloyd: Is life at Great Dixter'
'Gerald Durrel: The authorised biography'


XVI - Um Livro Perturbante
'O Sangue dos Inocentes', de Julia Navarro
Comecei a ler este livro porque tratava um pouco da história dos Cátaros e quando dou por mim estava embrenhado na Alemanha Nazi e nos Muçulmanos Radicais. A história é muito boa e li tudo até ao fim mas foi perturbador ler sobre as atrocidades que os seres humanos fazem uns aos outros por causa de ideais, religiões, interesses e fanatismo. É o nosso mundo.


XV - Livro Hilariante
Não leio muitos livros humoristicos e muitas vezes encontro humor nos livros mais estranhos. Talvez o meu sentido de humor seja estranho. Lembro-me por exemplo de rir muito com o 'CEM DIAS DE SOLIDÃO' e o livro que estou a ler de momento, 'AS SERVIÇAIS' também tem alguns rasgos de humor fantásticos.
No entanto lembro de dois livros que me fizeram rir muito em alturas diferentes da minha vida. Quando era novinho lembro-me de chorar a rir com 'AS LIÇÕES DE TONECAS', de José de Oliveira Cosme e há alguns anos achei muito divertido e muito bem escrito o livro da Ana Bola, 'ABSOLUTAMENTE TIAS'.


XIV - Um Livro que me Comoveu.
'Cartas para Sam', de Daniel Gottlieb
Estava a escrever este post onde ia dizer que toda a gente deveria ter tempo de se despedir e de deixar ensinamentos para os que ficam neste mundo, como acontece neste livro de cartas de um avô para o seu neto quando tocou o telefone a dizer que um amigo meu tinha falecido (cancro). Não fui a tempo de me despedir dele. Ia vê-lo com essa intenção amanhã. No entanto estou tranquilo pois sabíamos a amizade que tinhamos há quase 20 anos. Que fique em Paz.
Se puderem leiam este livro.


XIII - Sequela que nunca devia ter sido impressa.

Numa altura em que as trilogias estão a tornar-se uma moda irritante, haveria muitas que podia mencionar.
Mas vou voltar a escrever sobre uma sequela que foi escrita anos depois e que não deveria ter sido publicada porque se estraga a aura que se cria em volta das personagens.

Falo de 'As Viúvas de Eastwick' sequela de 'As Bruxas de Eastwick' de John Updyke.


XII - Colecção ou Saga Favorita

Os livros do Inspector Monk, de Anne Perry
Gosto das histórias, da maneira como estão escritas e da época (Victoriana) em que se passam.

A Saga das Bruxas Mayfair, de Anne Rice
Li há muitos anos mas achei formidável. Pena que a história tenha ficado meio por desvendar. Eu acho que a escritora ainda vai voltar a esta saga. I hope so.

Os Livros de Ripley, de Patricia Highsmith
Muito bem escritos, muito imaginativos sendo Ripley uma personagem muito interessante.

XI - Livro que não terminei.
Tenho uma regra sobre a leitura de livros. Se um escritor não me conseguir entusiasmar até à página 50, perde-me como leitor. Por vezes os livros ficam em 'stand by' e volto a pegar neles passados anos. Outros nunca mais olho para eles.
Este ano, não terminei o 'Rumo ao Farol' de Virginia Wolf (muito aborrecido), o 'Comer, Rezar, Amar' de Elizabeth Gilbert (muito feminino) e o 'Corre, Coelho, corre' de John Updike (já mencionado anteriormente, muito deprimente e aborrecido).
Existem tantos livros e o nosso tempo é tão pouco que acho que não devemos ocupar o nosso precioso tempo a ler livros que sabemos que não vão ser grande coisa...



X - O Livro mais curto que li
'Uma mão cheia de Amoras', de Sara Simoes
Um livro pequenino mas muito bonito. Com pouco para ler mas com muito para ver, admirar e imaginar.
Podem ver mais e comprar o livro aqui:
http://massa-folhada.blogspot.com/2009/11/recheio-n3-uma-mao-cheia-de-amoras.html

terça-feira, agosto 16, 2011

As Serviçais (The Help), de Kathryn Stockett





Wow!...
Há escritores que escrevem histórias e outros que conseguem emocionar-nos com o seu jogo de palavras. Este é um livro que me emocionou com pequenas frases e pequenos diálogos deliciosos.
Narrado a três vozes, duas criadas negras, uma mais velha que se orgulha de ter criado 17 crianças, outra mais nova que não se orgulha muito de ter já tido 19 patroas e uma jovem branca que quer ser escritora quando o seu objectivo deveria ser 'caçar' um bom marido. Estamos na cidade de Jackson, no estado de Mississípi, em 1962. Numa altura particularmente conturbada na política americana, quando John F. Kennedy é assassinado e quando Martin Luther King faz o seu famoso discurso 'I had a dream...'.
Mas a cidade de Jackson é um pequeno mundo onde as famílias brancas tentam mostrar que são exemplares e as famílias negras trabalham para as brancas atingirem esse status. A coisa complica-se quando alguém decide dar a voz às criadas negras, para falarem das suas patroas. Um livro onde muitos segredos familiares são desvendados e onde as fronteiras entre os patrões e os criados e entre os brancos e os negros se agitam e tremem prestes a desmoronar-se!
Delicioso. Muito bem escrito. Divertido. Cru. Emocionante. Com personagens cheias de vida e que são feitas para se amar ou detestar!! Não deixem de ler!

The Conspirator



Fico contente por ainda haverem realizadores a fazerem este tipo de filmes, que nos ensinam sobre a nossa história e sobre os maus exemplos que acabam por se repetir.

Um filme muito bom de Robert Redford com James McAvoy (gosto muito dele) e Robin Wright (não gosto muito dela mas neste filme está muito bem) e um famoso grupo de actores e actrises secundárias. A reconstituição histórica parece-me impecavel e acho que este será um filme bom para quem estuda história dos E.U.A. e para todos os que gostem de uma boa história, verídica, de um caso de tribunal, sobre a mãe de um dos responsáveis pelo assassinato de George Lincoln e que foi acusada de fazer parte do grupo de conspiradores que mataram o presidente dos Estados Unidos da América. É isto e muito mais. O filme estreou em poucos cinemas mas se tiverem oportunidade, vão ver.


The Rise of the Planet of the Apes



Pois era, faltava explicar como é que os seres humanos desapareciam do nosso planeta e como é que os outros primatas tinham tomado o nosso lugar. Gostei da explicação. Imaginativa.

Custou ver como é que os animais são tratados em laboratórios, como são alguns centros de acolhimento. Enfim, fica-se um bocadinho deprimido mas no fim tudo se 'resolve' e os macacos vencem e nós morremos todos. Bem feita!

Um filme de ficção e aventuras bom para uma noite de Verão! Ou esperem pelo DVD e vejam num Domingo chuvoso... mas vejam!


segunda-feira, agosto 08, 2011

A Tormenta de Espadas




E a história continua. Bem escrita. Boa narrativa. Bons personagens. Está no entanto a ser demasiado longo e sem um fim próximo à vista. A grande quantidade de personagens e alguns periodos mais parados tornam esta metade do volume três mais cansativa. Até quando irei aguentar as manobras da corte e de batalha pelo poder?? Não sei...

Estou indeciso se continuo ou se faço uma nova pausa.


domingo, agosto 07, 2011

45 Days Book Challenge IX

O livro mais longo que já li.
Só quero aqui deixar a idéia de que os livros não se medem pelas páginas que têm. Até porque tudo depende da edição, do tamanho da letra, se um livro na versão original é editado em Portugal dividido em dois volumes, enfim... Os leitores portugueses parecem ser os únicos que se assustam com o tamanho dos livros. Nem quero pensar no que isso representa.
Mas para responder ao desafio, a edição que tenho de 'Os Pilares da Terra', de Kem Follett tem 916 páginas, o 'O Salto Mortal' tem 878 páginas e o 'Brisingr' tem 813 páginas. Acho que foram estes três que li com mais páginas mas houveram outros que me pareceram muito mais longos...

45 Days Book Challenge VIII

Um Livro tão mau, tão mau, que consegue ser bom
Nenhum
Um livro assim tão mau só pode ser bom para acender a lareira no Verão.

sábado, agosto 06, 2011

Há sempre um depois...

"Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre. Porque alguém disse e eu concordo, que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata, e que a vida sempre, sempre continua."
Simone de Beauvoir

sexta-feira, agosto 05, 2011

Super 8




Este filme não é para a minha geração. E digo que não é porque nós já vimos 'Os Goonies', o 'Stand By Me', o 'ET', o 'Parque Jurássico' e este filme lembra todos esses filmes um bocadinho. Não surpreende. O que deslumbra é a nova roupagem da história, os efeitos especiais e as novas tecnologias que não existiam há 20 - 30 anos quando foram feitos os outros filmes.


Mas o filme está muito engraçado. Divertido. Bem feito.


É um filme de argumento e realização de J. J. Abrams mas podemos dizer que é um filme à la Spielberg, que por acaso é um dos produtores. Tem tudo o que o Spielberg faria num filme deste género.


Um bom filme de Verão para ver em família ou com amigos!!


45 Days Book Challenge VII



Um Livro que me desiludiu

As Viúvas de Eastwick, de John Updike


Já tinha lido há muitos anos o livro 'As Bruxas de Eastwick', que depois foi levado ao cinema numa adaptação POP e quando vi que o autor tinha escrito uma continuação passados vinte anos fiquei muito entusiasmado por ter mais para ler das três personagens que tinha gostado tanto. Grande desilusão. Mais valia que o autor deixasse as personagens sossegadas, como estavam. É um livro sem 'faísca' em que a viúvez e a velhice (também do autor) tornam o livro parado e monótono sem os grandes momentos do primeiro livro.


Houve outro do mesmo autor que me desiludiu imenso e que eu não fui além da página 50. Estava preparado para ler a Saga do Coelho e comecei o primeiro 'Corre Coelho, corre'. É tão aborrecido e deprimente que foi uma enorme desilusão porque tinha algumas espectativas nestes livros. Enfim, fiquei vacinado contra a escrita do nobel John Updike.

terça-feira, agosto 02, 2011

45 Days Book Challenge VI



Livro que li mais vezes

'A QUINTA DO DIABO', de João da Motta Prego
É um livro de ficção escrito em 1909 mas é também um livro prático sobre a criação de galinhas. Tenho uma grande ligação de afecto por este livro. Representa muito para mim. Está, muito velhinho, na gaveta da minha mesa de cabeceira e já o li de uma ponta á outra várias vezes e é um livro onde volto com frequência. Por serem vidas calmas, um Portugal que já não existe, porque é muito cândido, muito simples.
E porque quando for grande quero uma casa no campo e quero terminar os meus dias a criar galinhas!!

segunda-feira, agosto 01, 2011

45 Days Book Challenge V

O Livro que levaria para uma Ilha Deserta
Um Livro em Branco
(e um lápis)

Porque me ajudaria mais a passar o tempo escrever o meu diário da minha estadia nessa ilha deserta do que ler qualquer coisa já escrita. Se tivesse que escolher, escolheria com certeza um dos meus livros favoritos (ver dia 1).