sábado, fevereiro 04, 2012

J. Edgar

Gostei do filme. As histórias que o Clint Eastwood nos conta são sempre interessantes e muito bem filmadas. O Leonardo DiCaprio não é um dos meus actores favoritos mas reconheço que tem neste filme uma boa interpretação. Não me admirava se ganhasse o Óscar de melhor actor este ano. Os actores estão todos muito bem. Gosto sempre da Judi Dench, gostei bastante da Naomi Watts e também do Armie Hammer.
Para além da história do homem que criou o FBI - Federal Bureau of Investigation e toda a politica e investigações que estiveram ligados à criação do que é hoje o FBI, o que mais me interessou foi a sua história pessoal. J. Edgar Hoover era um homem conturbado, com muitas particularidades, que cresceu com uma mãe possessiva e castradora e que viveu uma vida muito solitária pela sua maneira de ser e pelas suas convicções. Talvez só alguém assim fosse capaz de criar uma instituição como o FBI. Nada acontece por acaso.
Não é difícil compreender o interesse de Clint Eastwood neste personagem e na sua vida apaixonante e triste. E ainda bem porque como o próprio J. Edgar disse, 'Uma sociedade que não quer aprender com o passado está condenada. Nunca devemos esquecer a nossa história.'.
E eu gostei de conhecer e aprender com esta história.

2 comentários:

pinguim disse...

Não vai ganhar nenhum Óscar, porque não foi nomeado em nenhuma categoria.
A Academia continua fiel ao seu puritanismo e falso patriotismo...

redonda disse...

Gostei do filme por nos dar uma imagem diferente do J. Edgar, mas antes tinha lido numa crítica que esta imagem só tinha por base, boatos. Será que é assim? Por outro lado, parece-me é que poderiam ter feito um trabalho melhor no envelhecimento dele e do amigo dele, à semelhança do que fizeram com a secretária, interpretada pela Naomi Watts.