terça-feira, junho 26, 2012

Andanças

As coisas por aqui andam muito confusas. Como não tenho mais razão nenhuma nem ninguém a quem culpar, digo que é o alinhamento dos astros que está a causar más influências. A minha família anda toda de candeias às avessas. Tenho gente mesmo másinha na família... e todos tão cristãos. Enfim. As pessoas são todas tão estranhas. Que grande erro dos meus avós, terem tido 12 filhos. Raio de família. Mas não me afecta muito, só me entristece, mais pela minha mãe. São pessoas que não me são próximas e que se não ver mais não fico com pena. Não me fazem falta. Nenhuma.
Dentro do meu núcleo familiar mais próximo também anda tudo tremido. Isso deixa-me mais triste. Leva-me a refugiar no meu buraco, com quem mais gosto. Mas fico triste.
Ao mesmo tempo ando cheio de dores nos rins e na bexiga. Suponho que os cálculos renais (pedras) que tenho tenham 'mexido' por ter andado a fazer esforços nas limpezas na casa da minha tia. Os nervos de todas estas zangas não ajudam e tenho passado umas noites menos boas, com dores e más disposições. E ainda por cima estamos com temperaturas de 40 graus. Tudo a ajudar. O trabalho está uma merda. Não consigo avançar com a escrita. Bem... pode sempre ser pior.

E ontem aconteceu-me uma coisa estranha. Vinha para casa, a pé, como sempre, com a minha mala a tiracolo quando dou por um rapaz preto (não sou racista, ele era de facto preto) a andar muito ao meu lado. Estranhei. Abrandei e ele abrandou. Acelerei o passo e ele acelerou. Parei e fingi procurar uma coisa no bolso e ele parou. Voltei a andar e ele também voltou a caminhar ao meu lado. Até que lhe perguntei se ele queria alguma coisa e ele respondeu que não, que estava à porta de casa (encostou-se à porta de um prédio). Voltei para trás e fui para casa por outro caminho. Na minha rua, apesar de serem 200m não se via ninguém. Já vi ali dois ou três assaltos de puxão e pareceu-me que a minha mala estava a ser cobiçada.

Mas entretanto estou meio tranquilo. Resignado. Farto.
Acho que estas coisas me ajudam a crescer. Com a minha família, acho que as coisas nunca mais voltarão a ser as mesmas. As pessoas têm que ser travadas e há algumas coisas que têm que ser ditas e ouvidas. E se for eu que as tenho que dizer. Que seja.

2 comentários:

João Roque disse...

As famílias grandes geram confusões. Depois da morte dos meus Avós, tudo o que é tio ou primo, passou para segundo plano, passam-se anos que nada sei deles.
Só me interessam a minha Mãe e os meus irmãos, e mesmo assim por vezes há pequenos atritos entre nós...
Sucede a toda a gente.

redonda disse...

As melhoras - espero que as pedras desapareçam e boa sorte para quaisquer conversas que sejam precisas (se calhar, problemas e discussões em famílias, grandes ou pequenas, acontecem em todas - o meu pai passou por isso, quando os meus avós paternos morreram, mas depois passou). Ouvi que a temperatura vai descer e pode ser que isso também ajude.