sábado, fevereiro 25, 2012

sábado, fevereiro 18, 2012

Hugo


Quando vi o trailer deste filme e vi que era realizado pelo Martin Scorcese, achei muito estranho pois este tipo de filmes não é, de todo, o tipo de filmes que o realizador nos tem acostumado a mostrar. No entanto por detrás de uma história de aventuras emocionantes para jovens, o filme 'Hugo' é uma verdadeira homenagem ao cinema, e compreende-se que a história tenha cativado o realizador assim como deverá emocionar todos os que gostam de filmes e de cinema.
A própria história é emocionante. Hugo, um rapaz dos seus doze ou treze anos, vive numa estação de comboios onde acerta os relógios da estação. E não uns simples relógios. Tanto o relógio da torre com os restantes relógios respeitam a uma série de roldanas e engrenagens que o rapaz, pelas circunstancias da vida, conhece bem. O seu objectivo é arranjar um boneco mecânico que, acredita, lhe escreverá uma mensagem do seu pai que faleceu. Este boneco - o automaton - é o seu propósito de vida. Mas onde encontrar uma chave em forma de coração que, como na vida real, faz todo o sistema mecânico do automaton funcionar?
É uma história deliciosa numa Paris romântica. As personagens secundárias são muito bonitas: a senhora da pastelaria e o seu cão daschund ciumento que a impede de namorar com o sr. Frick, o inspector da estação, com o seu Doberman, que persegue crianças orfãs e é incapaz de falar com a florista por causa de um problema resultado de um ferimento de guerra, o sr. da livraria para quem os livros são muito mais do que simples livros e o sr. da loja de brinquedos, George Méliès, que guarda em si um grande segredo. Ao descobrir que a afilhada do sr. Méliès tem num fio ao pescoço uma chave em forma de coração, as peças começam a aparecer e o resultado deste puzzle é uma história fantástica para todas as idades.
Só um senão. Vi o filme em 3D que em nada melhora ou acrescenta ao filme. Não percebo a utilização do 3D em quase todos os filmes. Não gosto.
Um bonito filme de fantasia a ver, se possível num écran de cinema e de preferência em formato digital, sem 3D.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

The Iron Lady


Adorei o filme e adorei a composição do personagem principal pela Meryl Streep. Esta senhora merece o Óscar de melhor actriz este ano. Gostei da maneira como a história é contada, em vez de um aborrecido filme politico o argumento foi escrito de maneira a que se saiba um pouco mais sobre a Margaret Thatcher, a pessoa, antes de ser a polémica Primeira-ministro que foi, durante e depois de ter saído da vida política. Políticas à parte, o importante neste filme é a personagem e, quer queiramos, quer não, Margaret Thatcher foi uma personagem importante na história da política britânica. Gostei da realização e da fotografia, as cores do filme tornam-o, de certa maneira, acolhedor. Mas quem brilha mais é de facto Meryl Streep e a sua fantástica interpretação. Assim se faz história num filme.
A não perder.

Citações que gostei no filme:

' - It used to be about trying to do something. Now it's about trying to be someone.'

' - Watch your thoughts for they become words. Watch your words for they become actions. Watch your actions for they become... habits. Watch your habits, for they become your character. And watch your character, for it becomes your destiny! What we think we become.'

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

The Artist


Não me deslumbrou como estava à espera. Talvez, pelo que li, tivesse grandes espectativas em relação a este filme sobre o qual tanta gente me dizia maravilhas. O filme está engraçado, o actor principal, Jean Dujardin, está muito bem, representa a 100% um galã de Hollywood no tempo das fitas mudas e o cão merece um Óscar. Depois disso, a história não é nova, a passagem dos filmes mudos para sonoros já foi retratada, e bem, em outros clássicos, e o argumento é simples e não é, na minha opinião, um grande filme que faça história nem que fique na memória e nas recordações de muita gente. Está engraçada a recriação, mas nada mais.
É um filme que, se puderem, devem ver numa sala de cinema. Em casa, numa televisão, ainda perderá um pouco mais a magia.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Depois de algum tempo...

After a while

de Veronica Shoffstall

After a while you learn
the subtle difference between
holding a hand and chaining a soul
and you learn
that love doesn't mean leaning
and company doesn't always mean security.
And you begin to learn
that kisses aren't contracts
and presents aren't promises
and you begin to accept your defeats
with your head up and your eyes ahead
with the grace of woman, not the grief of a child
and you learn
to build all your roads on today
because tomorrow's ground is
too uncertain for plans
and futures have a way of falling down
in mid-flight.
After a while you learn
that even sunshine burns
if you get too much
so you plant your own garden
and decorate your own soul
instead of waiting for someone
to bring you flowers.
And you learn that you really can endure
you really are strong
you really do have worth
and you learn
and you learn
with every goodbye, you learn.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Give Me All Your Luvin'



Madonna está de volta e com sérios problemas em amadurecer, eu já nem digo envelhecer. Eu que sou fã desde que ela apareceu já me estou a sentir velho demais para isto. Espero que esta música não seja representativa do CD e que ela não esqueça os fãs mais adultos. Não está mal mas não está genial. E o video um bocadinho parvinho e acriançado.

Entretanto a Madonna vai voltar a Portugal, ao estádio de Coimbra, em Junho. Parece-me que desta vez não a irei ver.

Por outro lado, a apresentação na final de futebol americano pareceu-me muito boa, com umas roupas e adereços muito bons e adequados para uma diva como ela sabe (às vezes) ser.

sábado, fevereiro 04, 2012

J. Edgar

Gostei do filme. As histórias que o Clint Eastwood nos conta são sempre interessantes e muito bem filmadas. O Leonardo DiCaprio não é um dos meus actores favoritos mas reconheço que tem neste filme uma boa interpretação. Não me admirava se ganhasse o Óscar de melhor actor este ano. Os actores estão todos muito bem. Gosto sempre da Judi Dench, gostei bastante da Naomi Watts e também do Armie Hammer.
Para além da história do homem que criou o FBI - Federal Bureau of Investigation e toda a politica e investigações que estiveram ligados à criação do que é hoje o FBI, o que mais me interessou foi a sua história pessoal. J. Edgar Hoover era um homem conturbado, com muitas particularidades, que cresceu com uma mãe possessiva e castradora e que viveu uma vida muito solitária pela sua maneira de ser e pelas suas convicções. Talvez só alguém assim fosse capaz de criar uma instituição como o FBI. Nada acontece por acaso.
Não é difícil compreender o interesse de Clint Eastwood neste personagem e na sua vida apaixonante e triste. E ainda bem porque como o próprio J. Edgar disse, 'Uma sociedade que não quer aprender com o passado está condenada. Nunca devemos esquecer a nossa história.'.
E eu gostei de conhecer e aprender com esta história.