quinta-feira, maio 16, 2013

Flavia de Luce e o Mistério do Bosque de Gibbet



Alan Bradley escreve de forma brilhante e Flavia de Luce é uma personagem fantástica e muito bem construída. A sua sabedoria, os seus valores e a sua relação com os outros está muito bem conseguida. Todo o ambiente de uma pequena aldeia inglesa o início dos anos 50 está muito bem retratado.
Este segundo livro dos mistérios de Flavia de Luce tem uma história bem imaginada e começa com a chegada de um misterioso casal de artistas de teatro de marionetas. Estariam ali por acaso ou haveria uma outra razão? Flavia vê-se envolvida num caso de assassínio e não descansa enquanto não consegue resolver o mistério do bosque de Gibbet, onde vive Meg, a louca, onde o sr. vigário se despiu, onde existe uma plantação de cannabis e onde o jovem Robin foi encontrado enforcado por Dieter alemão prisioneiro de guerra amante de literatura inglesa.
Uma boa história com personagens interessantes e contada brilhantemente com um humor sarcástico e inteligente. Muito bom! 4,5 estrelas.

terça-feira, maio 14, 2013

Iron Man 3


Vi o primeiro filme, não vi o segundo e lá fui ver este terceiro. Confesso que estes filmes de super-heróis são, para mim, filmes de pipoca. Que se vê enquanto se esvazia um balde de pipocas e outro de Pepsi. Enfim. A história tem uma moral. Não deixe ninguém à espera ou não falte a um encontro, especialmente se este foi marcado por si porque a pessoa com quem marcou o encontro pode tornar-se o seu pior inimigo e nunca se sabe os truques que um inimigo pode ter na manga. Muita destruição, muita porrada, o homem - mesmo sendo de ferro - deve ter ficado cheio de nódoas negras. Acho que quando terminou, até a mim me doía o corpo. É que EU não sou de ferro.
Saliento a personagem do vilão interpretada pelo Ben Kingsley. Fantástico e sempre surpreendente.
De resto... pura diversão e entretenimento sem necessidade  de um IRON MAN número quatro... please!

quarta-feira, maio 01, 2013

O Colégio de Todos os Segredos


Uma história de mulheres e dos seus segredos mais (ou menos) importantes. A diferença entre o que acontece e como as histórias são contadas e 'remontadas' para atingir um objectivo. Mas não é essa a história da igreja católica?
Um colégio de freiras é criado e a sua história fica envolta em brumas da imaginação da madre Ravenel transposta para uma peça de teatro tradicionalmente representada pelas alunas do 9º ano. As relações entre as alunas, as mães e as freiras. Os jogos de ódio e sedução entre elas que as marca para sempre. As memórias que ficam e queimam. E ainda a estátua inacabada da 'Freira Vermelha'.
São várias histórias que se entrelaçam, em várias épocas da vida das freiras e alunas do colégio de Mount St. Gabriel.
Gostei de ler estas histórias que são interessantes e estão bem contadas. A escritora falha só na estrutura deixando o livro sem um final merecedor desse nome. Tendo estudado num colégio de freiras católicas, revi alguns pequenos episódios com interesse. No meu caso, talvez essas freiras e o meu colégio tenham feito de mim  o ateu que sou hoje.
Interessante.