segunda-feira, julho 18, 2016

Arquipélago



A escrita do Joel Neto é acolhedora. Tem o gosto de um regresso ansiado, de uma lareira no inverno, de um domingo de chuva. Reconforta-nos como uma canja, quando estamos doentes. Ajuda-nos a buscar boas memórias e a saboreá-las com nostalgia. Gostei bastante. A história é muito completa e tanto o personagem José Artur como todas as que povoam este romance são muito interessantes e complexas, quase como se fossem verdadeiras. É uma história cheia de outras histórias. É sobre os Açores, sobre a ilha Terceira, sobre paixões, sobre a solidão, sobre família, sobre o que nos aproxima e afasta dos outros, sobre o sentido da vida, sobre cães, sobre vacas, sobre rituais, sobre casas e sobre vinganças. É um livro poético, apesar de se tratar de uma narrativa. Casa a história de Portugal e dos Açores com o esoterismo da vida e as lendas de Atlântida. Por tudo isto e muito mais, aconselho a sua leitura. E fico curioso sobre o que o autor nos poderá apresentar a seguir...

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